sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pés no chão? Atlético-MG muda perfil para buscar reforços nesta temporada

Sem ainda anunciar estrela, Galo vislumbra jogadores "em baixa" para barganhar nas negociações e adequar contratações à nova realidade financeira do clube


O Atlético-MG mudou o perfil no mercado do futebol. Em janelas de transferências passadas, o objetivo era buscar jogadores de nome e fazer contratações impactantes. Em 2017, porém, a postura é outra. Por conta do baixo orçamento destinado à aquisição de jogadores, o Galo tenta ser criativo na caça aos reforços, seja nas formas de pagamento ou até mesmo nas peças de reposição.
Hyuri, Erazo e Cazares são apresentados no Atlético-MG pelo presidente Daniel Nepomuceno (Foto: Bruno Cantini/ Flickr Atlético-MG)Hyuri, Erazo e Cazares foram apresentados no mesmo dia (Foto: Bruno Cantini/ Flickr Atlético-MG)
















Até o momento, o clube trouxe o zagueiro Felipe Santana, que teve passagem de destaque pelo Borússia Dortmund, da Alemanha, e o lateral Danilo Barcelos, do América-MG. Um defensor que estava sem clube há seis meses, no qual o Galo não teve que despender qualquer quantia na contratação, apenas no acerto dos salários nos próximos dois anos de contrato. Já Danilo Barcelos foi comprado junto ao América-MG por cerca de R$ 600 mil, porém, chega com status de reserva, já que Fábio Santos foi considerado o melhor lateral-esquerdo do último Campeonato Brasileiro.
Para a posição de volantes, já que o clube viu dois de seus principais jogadores do setor deixaram o clube, Leandro Donizete e Júnior Urso, o Atlético-MG corre contra o tempo e contra a lei da oferta e da procura. É público que com as saídas dos dois jogadores o mercado inflacione os valores por atletas da posição, já que os donos dos direitos econômicos dos atletas sabem que o Galo tem necessidade de urgência para a posição.
Arouca Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)Arouca é um dos nomes na lista do Galo para 2017 (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras)
Depois de esbarrar das liberações dos clubes atuais dos jogadores, nos casos dos volantes Roger Bernardo, do Ingolstadt, da Alemanha, e Adilson, do Terek Grozny, da Rússia - jogadores que ficam sem contrato em maio - o principal obstáculo que o Atlético-MG encontra são as altas pedidas pela liberação dos jogadores, seja dos clubes ou dos staffs dos próprios atletas, incluindo comissões de empresários e salários acima do normal.
Fonte próxima da diretoria afirma que o clube fará investimento em dois volantes de ponta. Mas para isso acontecer, um jogador do atual elenco alvinegro terá que ser negociado nesta janela de transferência. O atacante Lucas Pratto parece ser a bola da vez, já que recebeu proposta milionária para deixar o clube na última temporada e manteve o nível de qualidade ano passado. O volante Rafael Carioca é outro que pode ser envolvido numa negociação milionária, já que tem passagens pela seleção e, recentemente, teve o nome especulado no futebol chinês.
Se no passado recente o Galo buscou jogadores pretendidos por vários times e em alta em seus respectivos clubes, como Lucas Pratto, Fred e Clayton e Cazares, dessa vez o Atlético-MG vislumbra contratações de atletas em baixa, sem oportunidades e até mesmo esquecidos do futebol brasileiro. Isso dá ao clube poder de barganha para negociar dentro do atual realidade financeira alvinegra.
Os casos de Arouca, Rithely e Cuéllar são exemplos disso, já que Palmeiras, Sport e Flamengo pedem compensações financeiras para negociar os jogadores. Com exceção de Rithely, os volantes em questão não vêm tendo oportunidades em seus clubes.

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