Seleção de Zé Roberto, apesar do histórico, não é maior favorita à conquista. Americanas aparecem como principais candidatas, mas tem mais gente na disputa
Esqueçam tudo o que passou. O Brasil, é verdade, chega aos Jogos do Rio com os dois ouros olímpicos conquistados nos últimos Jogos. Isso, porém, não garante qualquer favoritismo ao time brasileiro. Pelo contrário. Se quiser vencer dentro de casa, a equipe de José Roberto Guimarães vai precisar fazer frente aos Estados Unidos, melhor seleção da atualidade. A conquista do Grand Prix sobre as americanas mostram a força das bicampeãs olímpicas. China, Rússia, Japão e Sérvia correm por fora em busca de uma medalha na capital carioca. Confira o Raio-X que o Multi Futebol Show preparou de cada uma das seleções que estarão no Rio.
ESTADOS UNIDOS

Ranking: 1º
Quem sou eu: atual campeã mundial, é a principal favorita ao ouro olímpico.
Estrela: Kimberly Hill, ponteira do Vakifbank, da Turquia. Foi a MVP do Mundial de 2014 e é a maior estrela de uma equipe formada por craques.
Momento: vice-campeã do Grand Prix.
Quem sou eu: atual campeã mundial, é a principal favorita ao ouro olímpico.
Estrela: Kimberly Hill, ponteira do Vakifbank, da Turquia. Foi a MVP do Mundial de 2014 e é a maior estrela de uma equipe formada por craques.
Momento: vice-campeã do Grand Prix.
Análise MFS: tem a melhor seleção da atualidade. Se não tem uma estrela principal, tem um time formado por craques, como Kimberly Hill, Foluke Akinradewo, Kelly Murphy e Karsta Lowe. É um time quase perfeito em todos os fundamentos e ainda tem o técnico Karch Kiraly, considerado um dos maiores jogadores de todos os tempos.
BRASIL

Ranking: 2º
Quem sou eu: Atual bicampeão olímpico, é a seleção a ser batida.
Estrela: Sheilla, oposta do Vakifbank, da Turquia. Em meio a tantas estrelas, é a maior referência brasileira nos Jogos. Vem evoluindo nas últimas partidas.
Momento: Campeão do Grand Prix.
Análise MFS: – Assim como em Londres, não chega aos Jogos como maior favorita. Ainda assim, mostrou força e um grupo talentoso na conquista do Grand Prix. Além disso, tem à frente um dos maiores técnicos da história: José Roberto Guimarães.
CHINA

Ranking: 3º
Quem sou eu: campeão olímpico em 2004, bronze em Pequim.
Estrela: Zhu Ting, oposta. Acabou de assinar com o Vakifbank, da Turquia. Principal pontuadora da equipe, é a maior arma da China pelo ouro olímpico.
Quem sou eu: campeão olímpico em 2004, bronze em Pequim.
Estrela: Zhu Ting, oposta. Acabou de assinar com o Vakifbank, da Turquia. Principal pontuadora da equipe, é a maior arma da China pelo ouro olímpico.
Momento: deixou o Grand Prix de lado para focar nos treinos. Com time reserva, ficou em quinto lugar.
Análise MFS: Liderada pela experiente treinadora Lang Ping, a China há anos tem um dos melhores times do mundo. Vice-campeã no Mundial de 2014, porém, segue em busca de seu segundo ouro olímpico para justificar as expectativas.
RÚSSIA

Ranking: 4º
Quem sou eu: campeã do Pré-Olímpico europeu, prata em Atenas.
Estrela: Natalyia Goncharova, oposta do Dynamo Moscou. Atacante completa, é apontada como a melhor jogadora do mundo na atualidade.
Momento: muito bem na fase inicial do Grand Prix, sofreu sem Tatiana Kosheleva na fase final. Terminou em quarto lugar.
Análise MFS: tem uma seleção renovada, sem Gamova, mas com Goncharova e Kosheleva. Completa, é uma das favoritas ao ouro, ao lado de Brasil, China e EUA.
Quem sou eu: campeã do Pré-Olímpico europeu, prata em Atenas.
Estrela: Natalyia Goncharova, oposta do Dynamo Moscou. Atacante completa, é apontada como a melhor jogadora do mundo na atualidade.
Momento: muito bem na fase inicial do Grand Prix, sofreu sem Tatiana Kosheleva na fase final. Terminou em quarto lugar.
Análise MFS: tem uma seleção renovada, sem Gamova, mas com Goncharova e Kosheleva. Completa, é uma das favoritas ao ouro, ao lado de Brasil, China e EUA.
JAPÃO

Ranking: 5º
Quem sou eu: bronze nos Jogos de Londres.
Quem sou eu: bronze nos Jogos de Londres.
Estrela: Yukiko Ebata, ponteira do PFU Bluecats, do Japão. Em um time rápido, sempre aparece bem para a definição das jogadas.
Momento: Fez um Grand Prix irregular, terminando apenas em 9º lugar.
Análise MFS: sempre dá trabalho às seleções mais tradicionais. Tem uma defesa extremamente rápida, com um bom passe e uma reposição veloz. O Brasil, por exemplo, costuma ter problemas para encaixar seu jogo contra as japonesas. Falta, porém, um maior volume para poder sonhar com o pódio. Dificilmente conseguirá repetir o feito conquistado em Londres.
SÉRVIA

Ranking: 6º
Quem sou eu: vice-campeã da Copa do Mundo, tem sido apontada como uma das favoritas a medalha no Rio. Mas ainda precisa provar em quadra.
Quem sou eu: vice-campeã da Copa do Mundo, tem sido apontada como uma das favoritas a medalha no Rio. Mas ainda precisa provar em quadra.
Estrela: Tijana Boskovic, oposta do Eczacibasi, da Turquia. É a principal referência ofensiva do time. Contra o Brasil, na segunda etapa do Grand Prix, liderou as sérvias à vitória.
Momento: alternou bons e maus momentos no Grand Prix. Terminou em sétimo lugar.
Análise MFS: É um time jovem, rápido e alto. Explora muito as jogadas com Boskovic e Brankica Mihajlovic, ex-Rio de Janeiro. Tem potencial, mas não deve fazer frente às favoritas.
ITÁLIA

Ranking: 8º
Quem sou eu: campeã mundial em 2002
Quem sou eu: campeã mundial em 2002
Estrela: Paola Egonu, ponteira do Club Italia. Aos 17 anos, já é a principal jogadora da equipe, com um ataque potente.
Momento: vem de uma renovação na equipe, pensando nos Jogos de 2020. Oitavo lugar no GP.
Análise MFS: é um time muito jovem e sem muitas pretensões no Rio. Sob o comando de Marco Bonitta, a Itália entra em quadra com o pensamento no futuro. Tem, no entanto, uma arma: Paola Egonu. Apesar de ter apenas 17 anos, tem um ataque potente, que deu trabalho ao Brasil no Grand Prix.
COREIA DO SUL

Ranking: 9º
Quem sou eu: 4º lugar nos Jogos de Londres
Estrela: Kim Yeon-Koung, oposta do Fenerbahçe, da Turquia. Atacante rápida e de ataque potente.
Momento: prata no Campeonato Asiático.
Quem sou eu: 4º lugar nos Jogos de Londres
Estrela: Kim Yeon-Koung, oposta do Fenerbahçe, da Turquia. Atacante rápida e de ataque potente.
Momento: prata no Campeonato Asiático.
Análise MFS: assim como o Japão, tem um time rápido. Tem no ataque, sua principal arma: uma oposta de muita força e agilidade. Kim é considerada há anos uma das melhores jogadoras do mundo. Ainda assim, será difícil fazer frente às favoritas.
HOLANDA

Ranking: 11º
Quem sou eu: 3ª colocada no Grand Prix, time que mais evoluiu nas últimas temporadas.
Estrela: Lonneke Sloetjes, oposta do Vakifbank, da Turquia. Deixou Sheilla no banco durante a temporada e é a principal arma ofensiva do time holandês.
Quem sou eu: 3ª colocada no Grand Prix, time que mais evoluiu nas últimas temporadas.
Estrela: Lonneke Sloetjes, oposta do Vakifbank, da Turquia. Deixou Sheilla no banco durante a temporada e é a principal arma ofensiva do time holandês.
Momento: fez um bom Grand Prix, terminando na terceira colocação.
Análise MFS: é um bom time, com uma ótima oposta, uma boa central (Robin de Kruijf) e uma boa ponteira (Anne Buijs). Apesar da evolução constante, ainda é uma equipe inexperiente. Deve fazer um bom papel, mas dificilmente fará frente aos favoritos.
ARGENTINA

Ranking: 12ª
Quem sou eu: segunda força da América do Sul, sem grandes conquistas.
Quem sou eu: segunda força da América do Sul, sem grandes conquistas.
Estrela: Emilce “Mimi” Sosa, central do Pinheiros. No Rio do Sul até a última temporada, é uma jogadora forte, com bom bloqueio e ótimo saque.
Momento: quinto lugar da segunda divisão do Grand Prix
Análise MFS: É um time mediano, com alguns pontos de referência. As principais jogadoras atuam na Superliga: Mimi Sosa, central talentosa, e Yael Castiglione, levantadora com certa rodagem internacional. Não tem força, porém, para fazer frente às principais seleções.
PORTO RICO

Ranking: 17º
Estrela: Karina Ocasio, oposta do Caguas, de Porto Rico. É a principal arma ofensiva do time, fez 104 pontos na última edição do Grand Prix.
Estrela: Karina Ocasio, oposta do Caguas, de Porto Rico. É a principal arma ofensiva do time, fez 104 pontos na última edição do Grand Prix.
Momento: 3º lugar na segunda divisão do Grand Prix.
Análise MFS: em sua primeira participação olímpica, vem ao Rio apenas para aproveitar o momento. Tem um time jovem, mas sem grandes expectativas.
CAMARÕES

Ranking: 28º
Quem sou eu: campeã do Pré-Olímpico da África.
Quem sou eu: campeã do Pré-Olímpico da África.
Estrela: Christelle Nana, oposta do VBC Chamalieres, da França. É responsável pela única jogada de ataque da seleção.
Momento: está desde abril no Brasil, se preparando para a Olimpíada.
Análise MFS: É o candidato a saco de pancadas na Olimpíada. Mas elas não estão nem aí. No longo camping no Brasil, a seleção africana tentou evoluir de olho no futuro. Nos Jogos, porém, não devem vencer um set sequer.
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