Em 2016, o Verdão conseguiu 58 pontos quando teve o atacante em campo, e apenas dez em duelos sem ele

A venda de Gabriel Jesus para o Manchester City-ING por mais de € 32 milhões poderia trazer um prejuízo técnico imediato para o time do técnico Cuca, mas seu retorno após a Olimpíada, assegurado no acordo com os britânicos (o jovem se apresentará em janeiro) dará tempo ao clube para tentar superar um número preocupante: quando não teve seu camisa 33, em 2016, o Verdão perdeu mais de 40% no aproveitamento, em comparação com duelos em que ele atuou.
Quando os números são comparados pela matemática fria, a diferença é ainda maior do que os 25 pontos percentuais que aparecem entre os jogos com e sem Gabriel Jesus. Tendo o time realizado muito mais compromissos com seu atacante em campo, se o time desfalcado do camisa 33 chegasse aos mesmos 31 jogos, a queda de rendimento atingiria 40,61%.Até o momento, sem levar em conta a partida desta quinta-feira (04), contra a Chapecoense, o Alviverde disputou 40 duelos oficiais no ano, somando 20 vitórias, oito empates e 12 derrotas, um desempenho de 56,6% dos pontos ganhos. Quando Gabriel Jesus foi desfalque por suspensão, lesão ou convocação às seleções de base, entretanto, a queda foi brusca: em nove compromissos, o Palmeiras ganhou apenas três, empatou um e perdeu cinco, completando 37,03 % de aproveitamento. Assim, se a análise descartar estes jogos sem o atleta, o time obteve 62,36% (17 vitórias, sete empates e sete derrotas).
O faro artilheiro da revelação palmeirense é outro aspecto de que o time deve sentir muita falta em 2017. Na atual temporada, o atacante é goleador da equipe, com 19 gols marcados, o equivalente a 26% dos tentos anotados pelo clube em todas as competições de 2016 (73).
Como o torcedor palmeirense poderá ver Gabriel Jesus vestido de verde até dezembro (exceção feita, no máximo, aos próximos quatro jogos do Brasileirão, por conta da disputa dos jogos Rio 2016), o presidente Paulo Nobre, o diretor de futebol Alexandre Mattos e o técnico Cuca ainda têm alguns meses para procurar uma peça de reposição ao atleta, ou para preparar, no caso do treinador, a equipe para tentar repetir o bom desempenho sem ele.
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