segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Scola e Ginóbili criticam provocações de argentinos contra brasileiros no Rio

Após estreia na Olimpíada, astros da seleção de basquete do país pedem que torcedores apoiem sua própria equipe em vez de se preocuparem com rivalidade


A Argentina encontrou torcedores apaixonados ao estrear no basquete, domingo, no Rio de Janeiro, mas o comportamento de parte dos torcedores não agradou alguns dos astros da seleção masculina durante a vitória por 94 a 66 sobre a Nigéria. Em entrevista ao jornal "El País", os veteranos Luis Scola e Manu Ginóbili questionaram alguns insultos dos argentinos em relação aos brasileiros. Houve até repetição dos cantos usados na Copa do Mundo disputada no Brasil, em 2014, como o famoso "Decime qué se siente".

Capitão da seleção argentina e porta-bandeira do país, Scola diz que sempre foi bem tratado no Brasil e afirmou não compactuar com a "rixa" entre os vizinhos sul-americanos. Para o ala-pivô, a torcida deveria se preocupar mais em apoiar a própria seleção do que em provocar os anfitriões, o que foi considerado uma atitude de mau gosto. Para ele, fazer referência ao 7 a 1, por exemplo, não faz sentido em um jogo de basquete - sobre as lembranças a respeito da goleada da Seleção para a Alemanha na semifinal da Copa de 2014.
- Não quero que o Brasil perca, só quando jogar contra a Argentina. Me parece besteira cantar contra uma equipe que não está em quadra. Toda vez que venho aqui sou tratado muito bem, não me identifico com isso - afirmou o atleta, um dos remanescentes da equipe campeã olímpica em Atenas 2004, destacando ainda que todos são sul-americanos.
Torcida argentina no jogo de basquete entre Argentina e Nig'eria (Foto: Reuters)Torcida argentina esquentou a Arena Carioca 1 e cantou muito na partida contra a Nigéria (Foto: Reuters)
O discurso foi engrossado por Manu Ginóbili, também astro da NBA e medalhista de ouro em 2004. O ala do San Antonio Spurs acompanhou o pensamento do companheiro e, ao falar sobre o assunto, pediu que os argentinos priorizem a torcida pelo país.
- Preferia não ouvir cânticos contra o Brasil, mas a nosso favor. Isso é do futebol, algo que não realmente não aprecio. É melhor que as pessoas venham e nos apoiem, nos empurrem, porque precisamos. Não faz muito sentido viajar tantos quilômetros e cantar para quem nem na quadra está - explicou.
A Argentina volta a jogar nesta terça-feira, quando enfrenta a Croácia, às 22h30. A adversária também vem de vitória após ter levado a melhor sobre a Espanha, em jogo equilibrado, vencido por 72 a 70.
RIVALIDADE EM OUTRAS ARENAS
A rivalidade que chamou atenção na estreia do basquete vem sendo registrada em outros eventos, e acontece dos dois lados, mesmo que apenas uma das seleções esteja em ação. Em jogo de handebol, os brasileiros apoiaram dinamarqueses contra argentinos 

No futebol, a torcida brasileira provocou os argentinos nas duas partidas disputadas pelos hermanos no Engenhão. Na estreia, contra Portugal, a maioria do público adotou a seleção lusa. Não foi diferente neste domingo, quando a Argentina voltou a campo para encarar a Argélia. A exemplo da Copa, os brasileiros responderam com cânticos em referência a Pelé e incluíram provocações envolvendo os vice-campeonatos na Copa 2014 e as duas últimas edições da Copa América.

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