Diretoria evita falar sobre assuntos internos, mas ex-treinador e dirigentes citam dinheiro curto: "O CT era algo que não cumprimos com Milton", disse Alírio Moraes
A entrevista coletiva que serviu para anunciar o desligamento do técnico Milton Mendes disse mais do que simplesmente uma troca no comando. Mesmo com o ex-treinador coral e a diretoria evitando falar sobre assuntos internos, como a resolução da multa contratual após o fim do vínculo, alguns esclarecimentos foram dados pelo presidente Alírio Moraes. Toda a diretoria de futebol e o próprio Milton estiveram presentes da entrevista.
O presidente foi quem começou a falar. Revelou que até cerca de 13h30 desta terça-feira, o martelo não estava batido sobre a saída de Milton Mendes. E disse que alguns compromissos não foram cumpridos pela direção com o treinador.
- Quando Milton topou nos ajudar, todos diziam que estávamos com dias contados no Nordestão. Pelas dificuldades que estamos destacando no dia a dia, com uma pressão grande de dois meses para cá para entregar as certidões negativas. Não conseguimos cumprir os nossos compromissos com ele porque tivemos de fazer uma readequação financeira - disse o presidente.
O treinador também citou a necessidade de ajuda para o clube. Afirmou que o Santa Cruz precisa de mais torcedores em campo para que a direção consiga arcar com compromissos financeiros. De acordo com informações apuradas pela reportagem do GloboEsporte.com, os funcionários estão com três meses de salários atrasados.
O presidente foi quem começou a falar. Revelou que até cerca de 13h30 desta terça-feira, o martelo não estava batido sobre a saída de Milton Mendes. E disse que alguns compromissos não foram cumpridos pela direção com o treinador.
- Quando Milton topou nos ajudar, todos diziam que estávamos com dias contados no Nordestão. Pelas dificuldades que estamos destacando no dia a dia, com uma pressão grande de dois meses para cá para entregar as certidões negativas. Não conseguimos cumprir os nossos compromissos com ele porque tivemos de fazer uma readequação financeira - disse o presidente.
O treinador também citou a necessidade de ajuda para o clube. Afirmou que o Santa Cruz precisa de mais torcedores em campo para que a direção consiga arcar com compromissos financeiros. De acordo com informações apuradas pela reportagem do GloboEsporte.com, os funcionários estão com três meses de salários atrasados.
- O Santa precisa de momento de ajuda. O clube tem de ter receita, o torcedor precisa vir a campo - disse Milton Mendes em um primeiro momento.
No meio da entrevista coletiva de Milton Mendes, no entanto, o presidente Alírio Moraes interrompeu, pedindo para fazer novos esclarecimentos.
- O Santa tem dificuldades históricas, mas vinha em rolagem de passivos e dívidas. A partir de 2015, procuramos quem estava devendo para que isso fosse resolvido. Até de maneira forçada também pela necessidade de estar no Profut (Programa de Modernização do Futebol Brasileiro). Começamos a pagar uma carga atual, como folha, carga tributária e fazer acordos dos passado.
Por ter de se readequar, o Santa Cruz lidou com a falta de uma quantia que vinha sendo planejada no início da temporada. E assim, ficou impossível viabilizar um Centro de Treinamento para a equipe, que era uma das promessas da diretoria para o então técnico Milton Mendes, que não conseguiu cumprir. Sobre salários atrasados da comissão técnica (segundo informações, estão atrasados há dois meses), ninguém quis falar. Mas o presidente reconheceu que a estrutura do clube ainda não está à altura da Série A.
- O CT é uma necessidade e uma das questões que tínhamos assumido com Milton. Não poderíamos contar com recursos da lei de incentivo porque não tínhamos as certidões negativas. Isso tudo vai minando o trabalho. Ficou parecendo que nossa gestão não queria fazer porque não queria. Estamos na elite, mas não temos estrutura de clube de elite. Não temos cotas de outros clubes. Sempre vínhamos falando mês a mês o que dava para ser feito e o que não dava. Isso tira o brilho de trabalhar.
No meio da entrevista coletiva de Milton Mendes, no entanto, o presidente Alírio Moraes interrompeu, pedindo para fazer novos esclarecimentos.
- O Santa tem dificuldades históricas, mas vinha em rolagem de passivos e dívidas. A partir de 2015, procuramos quem estava devendo para que isso fosse resolvido. Até de maneira forçada também pela necessidade de estar no Profut (Programa de Modernização do Futebol Brasileiro). Começamos a pagar uma carga atual, como folha, carga tributária e fazer acordos dos passado.
Por ter de se readequar, o Santa Cruz lidou com a falta de uma quantia que vinha sendo planejada no início da temporada. E assim, ficou impossível viabilizar um Centro de Treinamento para a equipe, que era uma das promessas da diretoria para o então técnico Milton Mendes, que não conseguiu cumprir. Sobre salários atrasados da comissão técnica (segundo informações, estão atrasados há dois meses), ninguém quis falar. Mas o presidente reconheceu que a estrutura do clube ainda não está à altura da Série A.
- O CT é uma necessidade e uma das questões que tínhamos assumido com Milton. Não poderíamos contar com recursos da lei de incentivo porque não tínhamos as certidões negativas. Isso tudo vai minando o trabalho. Ficou parecendo que nossa gestão não queria fazer porque não queria. Estamos na elite, mas não temos estrutura de clube de elite. Não temos cotas de outros clubes. Sempre vínhamos falando mês a mês o que dava para ser feito e o que não dava. Isso tira o brilho de trabalhar.

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