Herói da vitória da seleção brasileira com um tapinha a cinco segundo do estouro do cronômetro, ala do Flamengo diz que nunca imaginou decidir uma partida dessa forma
O tapinha decisivo na bola que deu ao Brasil a vitória sobre a Espanha por 66 a 65, a cinco segundos do estouro do cronômetro, certamente foi muito mais difícil mas não menos importante que o que Marquinhos deu na palma da mão do técnico Rubén Magnano após a partida. O simples gesto durante a entrevista coletiva talvez tenha passado despercebido, mas foi a maneira que o ala do Flamengo encontrou para agradecer ao treinador da seleção brasileira pela cesta mais importante da sua carreira, que como recompensa disse que ia levar a bola para casa.
- Se ninguém da organização vier reclamar, ela vai para o quadrinho da minha casa (risos) - disse o jogador.
A razão é bem simples: não é de hoje que o comandante argentino pega no pé de Marquinhos, Leandrinho, Benite e Alex e cobra para os laterais irem sempre no rebote. Uma hora ia dar certo e, felizmente para Marquinhos, foi nesta terça-feira, em um jogo decisivo para o Brasil e diante de um grande adversário.
Ainda sem entender bem o que havia acabado de conseguir e a importância de sua jogada, Marquinhos festejou a cesta mais importante de sua vida com um agradecimento ao chefe.
- Com certeza, foi a cesta mais importante da minha vida. Jogando em casa, pela seleção, ginásio lotado, torcida empurrando e contra um grande adversário, um tapinha que nem eu ainda acreditei e nem sei como aconteceu (risos). Ainda estou tentando entender. Já tinha feito algumas cestas assim, mas o que é mais legal que isso é uma coisa que o Rubén cobra muito dos jogadores da minha posição, que é ir no rebote o tempo todo. Tem que dar o braço a torcer para o cara, que vinha cobrando muito, e grande parte disse é mérito dele, já que foi um tapinha que decidiu o jogo - afirmou o jogador do Flamengo.
Especialista nas bolas de três, Marquinhos foi sincero e admitiu que já havia sonhado com um momento mágico como esse, mas jamais com um desfecho dessa maneira.
- Eu sou um jogador que tem um chute de três muito bom, uma penetração muito boa, uma visão de jogo ótima, mas nunca passou na minha cabeça que eu ia decidir uma partida com um tapinha. Sempre sonhei quando comecei a jogar de estar num ginásio enorme, com a torcida a meu favor, e decidir um jogo diante de um grande jogador com uma bola de três, numa penetração ou numa enterrada, mas nunca com um tapinha - afirmou o camisa 14.
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