segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Carpegiani faz mudanças no Coritiba e conta que já tinha Juan na cabeça

Treinador surpreende com alterações que não tiveram efeito positivo, mas acerta time no segundo tempo com Berola e Juan, que foi decisivo na vitória do Coritiba



Mesmo participando de apenas um treino desde a sua chegada na última semana, o técnico Paulo César Carpegiani imprimiu algumas alterações para o Coritiba que venceu a Ponte Preta por 3 a 1, neste domingo, no Couto Pereira, pela 19ª do Brasileirão. Ao lado do auxiliar-técnico, Pachequinho, o treinador surpreendeu no primeiro tempo colocando Juninho na lateral esquerda e deixando Juan no banco. No segundo tempo, outras mudanças mais positivas ajudaram a definir o placar. (confira os melhores momentos no vídeo acima)
A maior alteração no início do jogo foi Juninho aparecer como lateral-esquerdo no lugar do lesionado Carlinhos. A despeito de contar com o lateral de ofício, César Benítez, Carpegiani escolheu o zagueiro como Pachequinho já havia testado no início da competição. Benítez entrou apenas aos 39 minutos, mas no lugar de Luccas Claro.
No meio de campo, a aposta era de que o treinador montaria o time com Juan, que voltava da suspensão que o tirou de treino por uma semana e de três partidas. No entanto, ele manteve  Raphael Veiga e Iago para formar o esquema ofensivo com Kazim e Kleber no ataque. 
O resultado das duas principais mudanças não demonstrou o efeito esperado no primeiro tempo. Na lateral esquerda, Juninho não foi nem sombra do jogador que é quando está na zaga. No início da partida, ele ainda tentou jogadas ofensivas, mas não conseguia montar lances perigosos. Depois recuou, se manteve atrás, mas, mesmo assim, não conseguiu segurar Rhayner, como queria Carpegiani.
A proposta deles era deixar a gente sair um pouco mais, com posse de bola, para contra-atacar. Por isso coloquei o Juninho na esquerda, com essa preocupação de pegar o Rhayner ali
Carpegiani
- A Ponte é uma equipe muito bem treinada, muito rápida, que deixou alguns jogadores no banco. Os que entraram são mais rápidos do que os que estavam jogando. A proposta deles era deixar a gente sair um pouco mais, com posse de bola, para contra-atacar. Por isso coloquei o Juninho na esquerda, com essa preocupação de pegar o Rhayner ali. A responsabilidade é toda minha, queria um time forte atrás e seguro para poder jogar.
No meio de campo do primeiro tempo também pouca produção. Apesar de Raphael Veiga chutar uma a gol, ele apareceu pouco. A pior situação foi de Iago, que não conseguiu repetir a boa atuação que teve contra o Vitória, na 18ª rodada.
Sonho com Juan e o Coritiba vence
No segundo tempo, Carpegiani colocou Juan logo no intervalo no lugar de Iago, e o Coritiba foi outro time. O meia deu mais tranquilidade no meio de campo, os atacantes receberam mais bolas e ele ainda teve participação direta nos dois gols que deram a vitória do alviverde. No primeiro, Juan cobrou falta para o gol, que foi desviada por Luccas Claro antes de entrar. No terceiro, ele cobrou o pênalti sofrido por Neto Berola. 
Eu acordei com o Juan na cabeça. Só não coloquei porque foi um jogador que estava há alguns dias parado
Carpegiani
- Eu sentia que ia ter muita dificuldade, mas não esperava tanto. Eu acordei com o Juan na cabeça. Só não coloquei porque foi um jogador que estava há alguns dias parado. O ritmo nos 45 minutos iniciais seria muito forte. Por isso, não sai com o Juan
Carpegiani ainda fez mudanças interessantes no decorrer do segundo tempo quando notou que precisava segurar a bola no ataque. A principal foi a saída do volante Edinho para a entrada do atacante Neto Berola, que se movimentou bastante, chutou a gol e ainda conseguiu o pênalti bastante duvidoso. 
- Estava com a ideia de começar com o Berola, mas não iniciei porque não estava apto. Mas, semana que vem, teremos uma semana inteira para trabalhar, ele vai jogar desde o princípio. É uma jogada muito forte que começamos a ter.
Com três atacantes – Berola, Kazim e Kleber – e apenas o volante João Paulo, o Coritiba pagou o preço e viu Ponte Preta chegando cada vez mais com perigo, mas Wilson segurava a situação com grandes defesas, como de costume. Outro sintoma foi o terceiro cartão amarelo que João Paulo acabou tomando, que o tira da partida contra o Cruzeiro, no domingo. Carpegiani agora terá uma semana até a próxima partida para conhecer melhor os jogadores e testar novas formações táticas.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Deixe seu comentário, ele é muito importante para nós