terça-feira, 28 de março de 2017

Brasil x Paraguai: números indicam que jogo será ataque contra defesa

Dona do melhor ataque das Eliminatórias, Seleção encara a frágil defesa paraguaia, quarta pior da competição. Chutes de dentro da área são o caminho




Outra goleada? O Brasil dará ao Paraguai uma das mais complicadas missões no confronto desta terça-feira. Com média superior a 13 finalizações por partida, a equipe de Tite deve deixar Francisco Arce, técnico do Paraguai, com uma tremenda dor de cabeça para conseguir formular estratégia capaz de minorar os danos causados pelo ataque brasileiro. Nas 13 rodadas das Eliminatórias, o Brasil goleou um adversário por três gols ou mais de diferença em cinco oportunidades. As vítimas foram Peru, Equador, Bolívia, Argentina e Uruguai.
Paulinho Seleção Brasileira - três gols
Paulinho comemora terceiro gol pelo Brasil na goleada em cima do Uruguai (Foto: Pedro Martins/Mowa Press)

Além de o Brasil já ser um time com jogo ofensivo, o Paraguai "auxilia" a tese de que a partida será um verdadeiro ataque contra defesa. Desde a primeira rodada das Eliminatórias, a equipe guarani sofreu 185 finalizações, uma média de mais de 14 por jogo. Destas, 18 morreram no fundo do gol - o que faz do Paraguai a quarta pior defesa do campeonato ao lado de Chile e Equador. Enquanto a equipe comandada por Tite consegue impedir com eficácia os ataques dos adversários. O Brasil sofreu 65 finalizações a menos que o adversário desta terça ao longo das Eliminatórias. Das que não conseguiu impedir, apenas nove balançaram a rede brasileira. Melhor defesa da competição, a Seleção levou apenas metade de gols em comparação com o rival da vez.

Neymar - Seleção Brasileira
Neymar participou de 12 dos 32 gols da seleção brasileira nas Eliminatórias para a Copa do Mundo da Rússia (Foto: Leo Correa / MoWA Press)

A tão falada "Neymardependência" diminuiu desde a chegada de Tite. No entanto, o atacante do Barcelona segue como o principal nome da seleção brasileira. Ele é quem mais incomoda a vida das defesas adversárias. Sozinho, o craque já finalizou 31 vezes na competição, sendo ele quem mais arrematou a gol na equipe brasileira. Dos 32 gols marcados pelo Brasil nas Eliminatórias, 12 passaram pelos seus pés: uma participação de 37,5% dos tentos canarinhos. O camisa 10 é o artilheiro do Brasil ao lado de Gabriel Jesus com cinco gols e lidera o quesito de maior garçom não só da seleção, mas também do campeonato ao lado do uruguaio Carlos Sánchez. Cada um deu sete assistências.


Com a ausência do lesionado Gabriel Jesus, o jogador que ganha os holofotes, principalmente após a última atuação contra o Uruguai, é Paulinho, do Guangzhou Evergrande. Elemento surpresa, mesmo como volante, o camisa 15 da seleção é o segundo maior finalizador do time, ao lado de Renato Augusto. Cada um chutou 16 vezes ao longo da competição. Além disso, com os três gols marcados na última rodada, Paulinho se tornou o terceiro maior artilheiro do Brasil, com quatro gols. Atrás apenas dos atacantes Neymar e Gabriel Jesus.

Destaques do Paraguai

O atacante Lezcano é a principal referência do ataque no Paraguai. Artilheiro da seleção, com quatro gols, o camisa 19 participou de 30,76% dos gols de sua equipe nas Eliminatórias. Além de goleador, ele é o que mais tentou balançar a rede adversária. Até o momento, Lezcano chutou 16 vezes na competição. Cinco finalizações a mais que o atacante Derlis González e o zagueiro Paulo da Silva. O último ganha destaque nos arremates por ser o mais procurado em bolas aéreas, dez das 11 finalizações dele foram de bolas vindas pelo alto.
Apesar de Lezcano ser o goleador do Paraguai nas Eliminatórias, a tendência é que ele comece a partida contra o Brasil no banco de reservas. A provável escalação do time de Arce deve vir com Ángel Romero, do Corinthians, na frente. Aliás, vale destacar que não há um titular absoluto na equipe adversária dos brasileiros nesta terça-feira. Isso porque, desde a primeira rodada, 41 jogadores diferentes já entraram em campo para defender a seleção paraguaia. No ataque, um time inteiro já passou por ali: 11 atletas.



Outra peça importante na equipe de Francisco Arce é o meio-campo Óscar Romero, irmão de Ángel Romero. Além de aparecer no ataque para finalizar a gol, ele divide a função de homem da bola parada com Victor Ayala. Nas faltas mais perto da meta, ele costuma ser o cobrador. Ele bateu três faltas e finalizou outras dez vezes nas Eliminatórias. Apesar disso, Óscar não é artilheiro, tem apenas um gol na competição. Sua participação em gols é baixa: 7,69%.


Lezcano fez de quatro dos 13 gols do Paraguai nas Eliminatórias, o que lhe dá 30,76% de participação nos gols da equipe (Foto: Editoria de arte)


Perfil dos ataques

Se o Brasil tem o melhor ataque das Eliminatórias e o Paraguai o segundo pior, há um motivo para isso. O primeiro tentou surpreender a defesa adversária mais vezes que o segundo. Foram 55 ocasiões a mais, para precisar. A equipe de Tite finalizou em 175 oportunidades nos 13 jogos que disputou. Já o Paraguai fez 120 arremates a gol. Uma diferença expressiva.
No entanto, a principal disparidade nos ataques de ambos os times é a jogada aérea. Quase metade das ofensivas paraguaias vem pelo alto. Já o Brasil fez uso deste artifício em cerca de 30% dos ataques. Enquanto a Seleção faz mais que o dobro de finalizações rasteiras que aéreas, o Paraguai equipara essa quantidade. A equipe de Francisco Arce finalizou 56 bolas aéreas e 57 rasteiras. Já a de Tite tem a estratégia de atacar mais com a bola no chão: foram 49 finalizações vindas pelo alto e 112 rasteiras.


Como Brasil e Paraguai atacam (Foto: Editoria de arte)


Apesar de o Paraguai atacar mais pelo alto, o Brasil fez mais gols: oito contra cinco. Além disso, a eficiência brasileira em comparação com a paraguaia nos ataques aéreos é quase duas vezes maior. A equipe verde e amarela tem 16,32% de aproveitamento no jogo aéreo, enquanto a equipe de Arce tem 8,92% no mesmo quesito.

Como são atacadas

O Paraguai é uma das equipes que mais sofreram finalizações nas Eliminatórias. Em 13 partidas, os adversários testaram a defesa paraguaia em 185 oportunidades. Mais da metade foi em arremates de fora da grande área - uma tentativa de furar o bloqueio paraguaio. No entanto, tais investidas não deram muito certo. Isso porque dos 18 gols sofridos pelo Paraguai, apenas um foi de fora da área. O único jogador que foi feliz neste tipo de arremate foi o atacante boliviano Yasmani Duk, na derrota da Bolívia para o Paraguai na quarta rodada da competição.
Mas, um caminho interessante são os chutes no limite das linhas demarcatórias da área. Quase 20% de eficiência para quem chutou daquela região. Ou seja, aproximadamente um em cada cinco chutes de dentro da grande área paraguaia foi parar no fundo do gol.


Como são as finalizações sofridas por Brasil e Paraguai nas Eliminatórias (Foto: Editoria de arte)

A defesa do Brasil é forte. Prova disso é a pouca quantidade de gols sofrida: apenas nove nas 13 rodadas. A equipe de Tite impede os adversários de finalizar. Por isso sofreu bem menos arremates que o Paraguai: 120 contra 185. Além disso, vale destacar que nenhum dos 48 chutes de fora da área morreu no fundo do gol do Brasil. Ou seja, mesmo com as investidas adversárias de fora da área, a eficiência foi nula, de 0%.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Neymar volta a ser capitão e se diz mais maduro na Seleção: "Melhor em tudo"


Escolhido por Tite para ser capitão da seleção brasileira contra o Paraguai, atacante admite ter prejudicado a equipe por discussões e excesso de cartões recebidos




or em tudo". Assim, Neymar definiu seu momento para voltar a ser capitão da seleção brasileira sete meses depois de abrir mão da faixa. Escolhido por Tite, ele usará a faixa na partida desta quinta-feira, às 21h45 (de Brasília), contra o Paraguai, na Arena Corinthians.
– A gente ouve muitos conselhos, mas só aprende de verdade quando se machuca ou faz coisa errada. Já discuti quando não era necessário, tomei cartões amarelo e vermelho, me prejudiquei, prejudiquei meus companheiros. Mas vamos ficando cada vez mais maduros. Hoje, só penso em jogar futebo. Estou melhor no aspecto tudo (risos) – afirmou o jogador, ao lado de Tite.
Neymar será o sexto capitão do Brasil nas eliminatórias, depois de Miranda, Daniel Alves, Renato Augusto, Filipe Luís e Fernandinho. Ele explicou que esse rodízio o levou a mudar de ideia e voltar a usar a faixa, depois de dizer que não gostaria mais de exercer essa função.
– Ele me fez pensar sobre o modo de agir, trabalhar e viver na Seleção. E também o rodízio de capitães que ele faz, não deixa que sejamos o melhor nisso ou naquilo. O capitão está ali para usar a braçadeira, representar a Seleção, mas também pode ser capitão sem usar. Para dar uma dura quando tem que voltar para marcar ou ajustar a marcação – explicou.
CONFIRA AS OUTRAS RESPOSTAS DE NEYMAR:
DEIXAR DE SER CAPITÃO
Foi uma decisão (deixar de ser capitão) por tudo o que aconteceu, por tudo o que falaram. Senti que não era o momento de exercer essa posição. No decorrer do trabalho com o Tite, além do grupo maravilhoso, é por ele que vale qualquer esforço. É um cara que eu admirava de longe e passei a admirar ainda mais. Ele me escolhendo fico muito feliz e faço por ele.
NOVAMENTE CAPITÃO
Há um tempo atrás, Tite já tinha conversado comigo, e me fez pensar. Meu modo de agir, de trabalhar e de viver na seleção. O rodízio que o professor faz não me deixa ser o melhor nisso ou naquilo. O capitão usa a braçadeira, representa a seleção, mas dá para ser sem ela também, dar uma dura na marcação. É o modo de agir, de pensar, melhorar as coisas. Venho melhorando em tudo. Já me estressei muito por levar pancadas. Estou melhorando.

FIM DA NEYMARDEPENDÊNCIA
Sempre falei que nunca existiu Neymardependência, é seleção brasileira. Nossa equipe na minha opinião, se estiver focada, é a melhor. Sabemos disso, temos humildade de reconhecer os adversários, temos de jogar. Às vezes não encaixava uma peça ou outra, o professor chegou e nos ajustou, passamos a jogar futebol. Não mudou tantos jogadores, só o jeito de jogar. Todos aparecem.
SILÊNCIO
Preferi não falar porque tudo o que eu falava levavam para o lado negativo, machucava a mim, minha família, os companheiros. Achei melhor deixar baixar a poeira e só jogar futebol. A gente vem aqui para jogar futebol. Quando a gente fala, uma coisa ou outra pode ir para o lado errado, soa para o lado negativo, e isso me deixa triste. Além de ídolos que somos, somos seres humanos. Tem o lado que a gente fica triste. Mas já baixou a poeira, estou aqui falando de novo (risos).
TITE
Nos ajudou em todos os aspectos. Treinamos todo dia para chegar na hora do jogo e fazer o nosso melhor. A gente fica muito contente e feliz das coisas estarem dando certo, de o Tite ter encaixado bem a Seleção. Temos que seguir assim, com os pés no chão. Todo mundo precisa de um tempo para baixar a poeira. Tive o meu momento de ficar mais quieto.
NOVA SELEÇÃO
A mudança foi grande. Passamos a ter confiança para buscar a nossa identidade e conseguimos. A Seleção, não importa o ano, onde for, sempre será uma das principais. Sabemos o peso de carregar essa camisa. Temos que trabalhar, não adianta só falar. A camisa não joga sozinha. Estamos felizes, treinando, jogando bem. Esperamos mais uma ótima apresentação.
BUSCA PELO TÍTULO DE MELHOR DO MUNDO
Não me sinto confortável em falar, nem gosto. Dois craques mantendo um nível gigantesco. Admiro ambos. Um deles está ao meu lado todos os dias, o melhor que já joguei. Não sei se é o momento (de ser o melhor do mundo), só quero ser melhor do que eu. Só quero sempre me superar.
PASSAGEM DE BASTÃO NO BARCELONA
Messi é um cara que me ajudou muito. Tive muita dificuldade no começo. O melhor do mundo chega e fala ''calma, as coisas vão se encaixar, joga o seu jogo''. Me fez bem isso. Sempre tem o receio de falar com seu ídolo. Isso me ajudou a relaxar. Temos uma relação maravilhosa, somos amigos. Isso ajuda em campo. O Suárez também, nos damos muito bem. Um ajuda o outro sempre. Fico feliz pelo momento que estou vivendo. Acho que é o melhor deles na parte física, técnica. Não falo de números. Mas estou muito feliz.
SELEÇÃO CHAMOU A ATENÇÃO DO MESSI?
Não só do Messi, mas a Seleção vem chamando a atenção de muita gente. Voltou a jogar futebol, marca bem, sai jogando. É difícil conseguir vencer a nossa equipe.

Inflamação na garganta tira Firmino do treino; Diego Souza entra no time titular

Atacante do Liverpool não participa da última atividade antes da partida contra o Paraguai e fica no hotel. Mas não deve ser problema para o jogo desta terça-feira pelas eliminatórias


nico Tite não pôde contar com Roberto Firmino no último treino antes da partida contra o Paraguai. Com uma inflamação na garganta, o atacante do Liverpool foi poupado da atividade na Arena Corinthians e ficou no hotel em Guarulhos. Apesar do problema, ele treinou sem limitações no último domingo e não deve desfalcar a Seleção na 14ª rodada das eliminatórias.
Diego Souza Seleção Brasileira
Diego Souza treinou no lugar de Firmino na última atividade antes do jogo (Foto: Marcelo Braga)

Pelo segundo dia seguido, a imprensa teve acesso apenas aos primeiros minutos da atividade. Foi o suficiente para ver o aquecimento e o início do trabalho tático. Sem Firmino, Diego Souza treinou entre os titulares. A escalação tinha Fágner, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro, Paulinho e Renato Augusto; Phillipe Coutinho, Neymar e Diego Souza. O atacante do Sport, de 31 anos, tem quatro jogos pela Seleção.
Firmino foi o substituto do lesionado Gabriel Jesus na goleada por 4 a 1 sobre o Uruguai, na última quinta, no Estádio Centenário, em Montevidéu. Após o jogo ele, que participou diretamente do segundo gol, recebeu elogios de Tite.
Com 30 pontos, o Brasil pode garantir matematicamente a sua vaga na Copa da Rússia nesta terça. É preciso vencer o Paraguai em São Paulo e torcer por derrotas de Equador e Chile. Os rivais enfrentam Colômbia e Venezuela, respectivamente.
Veja mais informações sobre o próximo jogo do Brasil:
Próximo adversário: Paraguai
Local: Arena Corinthians, em São Paulo
Data e horário: terça-feira, às 21h45 (de Brasília)
Escalação provável: Alisson, Fagner, Marquinhos, Miranda e Marcelo; Casemiro; Paulinho, Renato Augusto, Philippe Coutinho e Neymar; Roberto Firmino
Pendurados: Miranda, Marcelo, Casemiro, Paulinho, Renato Augusto, Filipe Luís, Fernandinho e Giuliano
Arbitragem: Victor Carrillo, auxiliado por Jonny Bossio e Coty Carrera (todos do Peru)

Ney Franco fala de "namoro" e define ida à Libertadores como meta no Sport

Em entrevista ao site oficial do clube, novo treinador falou que a vontade de trabalhar no Leão é antiga e que um dos objetivos é levar time à maior competição continental



Ney Franco Coritiba (Foto: Giuliano Gomes/ Agência PR PRESS)Ney Franco estava nos Estados Unidos
(Foto: Giuliano Gomes/ Agência PR PRESS)
Dono de títulos importantes, como a Copa Sul-Americana de 2012, com o São Paulo, e a Copa do Brasil de 2006, com o Flamengo, Ney Franco chega motivado para repetir os sucessos no Sport. Novo contratado pelo Leão, o técnico quer deixar sua marca no clube - e determina a ida à Libertadores do ano que vem como objetivo em 2017. Ele chega à Ilha do Retiro com o auxiliar Alexandre Grasselli e o preparador físico Alexandre Lopes
Em entrevista ao site oficial do clube, Ney falou sobre a competição continental e agradeceu ao Sport pela oportunidade de voltar ao mercado - do qual tirou um ano sabático em 2016.
- O Sport está me dando a oportunidade de voltar ao mercado em uma equipe que está disputando cinco competições. Temos por objetivo colocar o Sport na Libertadores. Para tanto, a força da nossa torcida é fundamental. Quando treinava outras equipes e via na tabela que iríamos jogar contra o Sport, em Recife, sempre ressaltava a força da torcida - disse.
Aos 50 anos, o mineiro de Vargem Alegre já foi procurado pelo Sport outras vezes. No começo deste ano e no passado - quando ainda dirigia o Ipatinga, na última década. Ney explica por que o acerto não havia acontecido.
- Esse namoro com o Sport existe há muito tempo. Não acertamos antes pois estava envolvido em outros projetos e quem me conhece sabe que quando entro em um projeto eu vou até o final - afirmou.
Ainda nos Estados Unidos, onde mora desde 2016, o técnico revelou que chegará ao Recife nesta terça-feira, mesmo dia em que será apresentado à imprensa. Não vai demorar para tomar as "rédeas" da equipe.
- Chegarei aí na terça à tarde e já irei direto para o campo. Temos um jogo importante na quinta-feira (contra o Campinense, pela Copa do Nordeste) e não podemos perder tempo - declarou.

Rithely treina com bola e reforça Sport em fase decisiva da Copa do Nordeste

Depois de desfalcar o Leão por seis jogos, por conta de uma lesão na região lombar, o volante foi liberado do DM e da transição para, enfim, voltar a ficar à disposição



Rithely Sport (Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)Rithely vai ficar à disposição no Sport
(Foto: Williams Aguiar/Sport Club do Recife)
O Sport terá um retorno importante para a fase decisiva da Copa do Nordeste. Após desfalcar o time por seis jogos, com lesão na região lombar, o volante Rithely voltou a treinar com bola e deve ficar à disposição do novo técnico rubro-negro, para os duelos diante do Campinense.
A lesão de Rithely aconteceu no dia 5 de março, no segundo tempo do jogo contra o Náutico, pelo Pernambucano. O coordenador médico Cléber Maciel explicou a evolução do atleta.
- O jogador passou por um fortalecimento muscular, utilizando a fisioterapia, academia e o pilates. E também de uma reabilitação física, com a preparação física, para que diminua a possibilidade de ele voltar a sentir esse incômodo - disse.
A primeira partida contra o Campinense é na quinta-feira, fora de casa. A volta é na Ilha do Retiro, no domingo. Vale pelas quartas de final do Nordestão.

Estudo mostra CR7 como jogador mais bem pago do mundo na temporada

Lista da "France Football" diz que luso recebeu R$ 298,6 milhões entre salários, prêmios e publicidade em 2016/17, ficando à frente de Messi e Neymar


ntrato renovado com o Real Madrid desde o meio do ano passado, Cristiano Ronaldo garantiu o posto de jogador mais bem pago do mundo na atual temporada. A revista "France Football" divulgou nesta segunda-feira parte de sua lista anual "Salário das Estrelas", que põe o português no topo após receber € 87,5 milhões (R$ 298,6 milhões) entre salários, prêmios e publicidade em 2016/17, ficando à frente de Messi e Neymar, segundo e terceiro colocados, respectivamente.
Cristiano Ronaldo o jogador mais bem pago do mundo
Cristiano Ronaldo é o jogador mais bem pago da atual temporada (Foto: Reprodução/Instagram)

A íntegra do estudo será publicada apenas na versão impressa da revista, que chega às bancas na próxima terça-feira. Mas o trecho divulgado pela renomada publicação traz o Top 5 dos atletas, que ainda conta com Gareth Bale, companheiro de CR7 no Real Madrid, e Lavezzi, atacante do Hebei China Fortune. Como a lista faz referência à temporada europeia (do meio do ano passado até o meio deste ano), o nome de Tévez - hoje com o maior salário do mundo no Shanghai Shenhua - não aparece, já que ele se transferiu para o futebol chinês apenas no fim de 2016.
Entre os treinadores, o mais bem pago da atual temporada também é um português: José Mourinho. A revista aponta que o técnico recebeu € 28 milhões (R$ 95,5 milhões) somando seus vencimentos no Manchester United com prêmios e outras receitas. Ele desbancou Marcello Lippi, treinador da seleção chinesa, segundo colocado, e Laurent Blanc, que aparece em terceiro apesar de estar sem clube - o que aponta o pagamento de uma multa milionária do PSG ao rescindir seu contrato. Carlo Ancelotti, do Bayern de Munique, e Pep Guardiola, do Manchester City, completam o Top 5.
Os cinco jogadores mais bem pagos em 2016/17 (segundo a "France Football"):

  1. Cristiano Ronaldo - € 87,5 milhões (R$ 298,6 milhões)
  2. Messi - € 76,5 milhões (R$ 261 milhões)
  3. Neymar - € 55,5 milhões (R$ 189,4 milhões)
  4. Bale - € 41 milhões (R$ 140 milhões)
  5. Lavezzi - € 28,5 milhões (R$ 97,2 milhões)
Os cinco técnicos mais bem pagos do mundo em 2016/17 
(segundo a "France Football"):
  1. José Mourinho - € 28 milhões (R$ 95,5 milhões)
  2. Marcelo Lippi - € 23,5 milhões (R$ 80,1 milhões)
  3. Laurent Blanc - € 20 milhões (R$ 68,2 milhões)
  4. Carlo Ancelotti - € 15,8 milhões (R$ 54 milhões)
  5. Pep Guardiola - € 14,5 milhões (R$ 49,5 milhões)

Análise: as lições que podemos tirar da primeira corrida de uma nova F1

GP da Austrália mostra que Ferrari pode rivalizar com Mercedes em campeonato com menos ultrapassagens. Massa corre risco de correr sozinho. E falta de experiência de jovens custará caro


Análise: as lições que podemos tirar da primeira corrida de uma nova F1

 nova Fórmula 1 começou no último domingo. Devido às características da pista de Melbourne, um circuito de rua, e por ser apenas a primeira de uma longo campeonato de 20 etapas, o GP da Austrália nem sempre é parâmetro para o que será visto no ano. Porém, já foi possível tirar algumas lições desta etapa de abertura da temporada 2017, vencida por Sebastian Vettel, da Ferrari.
Temos um jogo
Ao que tudo indica, enfim, teremos mais de uma escuderia nas brigas por vitórias e título. Após quatro anos em que uma equipe era dominante (RBR em 2013, Mercedes de 2014 a 2016), era tudo o que a F1 precisava. A Ferrari confirmou a boa impressão deixada na pré-temporada, levou a primeira corrida do ano e mostrou que a Mercedes, soberana desde a introdução da geração de motores V6 turbo 1.6l, terá companhia lá na frente.
O curioso é que a equipe italiana também fez uma boa pré-temporada em 2016 e poderia até ter vencido o GP da Austrália na ocasião, não fosse um pulo do gato da Mercedes em um período de safety car, enquanto dessa vez a equipe alemã deixou a chance de vitória escapar por um erro de estratégia. Só que este ano o time de Maranello não parece ser fogo de palha. O ritmo dos carros vermelhos foram fortes e consistentes. Quando Hamilton teve caminho livre para caçar Vettel, o alemão abriu do inglês e venceu com segurança.
Ainda não se pode descartar a RBR da briga. O time da companhia de energéticos claramente largou atrás de Mercedes e Ferrari no campeonato. Porém, não se pode duvidar de seu poder de evolução. Devido à maior liberdade de desenvolvimento permitida por este novo regulamento, acredito que a equipe tetracampeã irá evoluir e, ao menos, brigar por vitórias ao longo do ano.

Melbourne, Vettel comemora vitória no GP da Austrália
Vettel comemora vitória no GP da Austrália (Foto: REUTERS/Brandon Malone)
Massa e o Bloco do Eu Sozinho?
De volta à F1 após uma aposentadoria relâmpago, Felipe Massa chegou em sexto, atrás das duas Ferraris, das duas Mercedes e de uma RBR (Daniel Ricciardo não completou a prova). Era o melhor que o brasileiro poderia ter feito com o equipamento que tem em mãos. Massa correu sozinho. Recebeu a bandeirada a 55s do 5º colocado Max Verstappen e com muita folga para o sexto Sergio Pérez, que levou volta dos líderes.
E esta pode ser a realidade do brasileiro na temporada. A Williams está claramente em um patamar isolado como quarta força do grid: distante de Ferrari, Mercedes e RBR, e com uma vantagem razoável para as equipes intermediárias.
Como seu companheiro Lance Stroll chegou prematuramente à F1 e está mostrando dificuldades para se mostrar competitivo, Massa também não deverá ter concorrência interna na equipe. Com isso, corre o risco de ficar correndo sozinho em diversas corridas. Uma mudança deste cenário dependerá das características das pistas e da evolução das equipes no decorrer do ano.

Massa correrá "sozinho" em 2017? (Foto: REUTERS/Jason Reed)

Campeonato mais disputado, mas com menos ultrapassagens
Se as brigas por vitórias e pelo título tendem a ser mais equilibradas em razão da chegada da Ferrari na Mercedes, as corridas em si terão uma diminuição no número de ultrapassagens. Tudo por causa da maior carga aerodinâmica permitida pelas novas regras. Na busca por deixar os carros mais velozes e impressionantes, os responsáveis pela confecção do regulamento acabaram gerando um efeito colateral. Tradicionalmente, as corridas em Melbourne costumam ser mais movimentadas do que a que vimos neste domingo. Foi possível notar que, devido à turbulência gerada pelo carro da frente, os pilotos estão com muito mais dificuldade em contornar as curvas colados no adversário da frente, dificultando um melhor posicionamento para ultrapassagens.
Hamilton, por exemplo, mesmo com pneus novos, não conseguiu sequer ameaçar Verstappen, que ainda não havia parado nos boxes. Stroll, com uma Williams equipada com motor Mercedes, mostrou grande dificuldade para passar Marcus Ericsson, com uma Sauber de motor Ferrari versão 2016. Com isso, o treino classificatório e as estratégias ganharão um peso muito maior nas corridas deste ano. Veremos boas posições de largada e paradas nos boxes nos momentos certos, como a de Vettel na Austrália, sendo decisivas para as vitórias. Resta torcer para que em pistas com características diferentes o efeito seja menor e sejam possíveis mais ultrapassagens.
Fórmula 1 - Carro da Ferrari
Corridas em 2017 terão menos ultrapassagens (Foto: Getty Images)


Experiência e braço vão contar
Com esta nova geração de carros da F1, mais exigentes tanto técnica quanto fisicamente, a experiência e o braço são requisitos que terão peso maior do que tinham até então. Tanto no treino classificatório quanto na corrida, nos duelos internos das equipes, os pilotos mais jovens tiveram rendimento muito abaixo de seus companheiros mais “rodados”. No qualyfing isso ficou bem evidente. Com as equipes intermediárias mais emboladas, cinco pilotos de cinco equipes diferentes foram eliminados no Q1: Antonio Giovinazzi (Sauber), Kevin Magnussen (Haas), Stoffel Vandoorne (McLaren), Lance Stroll (Williams) e Jolyon Palmer (Renault), todos menos experientes que seus parceiros. Na corrida, excetuando-se abandonos e acidentes, os pilotos cascudos se impuseram.
Companheiro de Felipe Massa, Lance Stroll é o maior exemplo disso. Bancado alto investimento de seu multimilionário pai, o jovem canadense pulou muitas etapas (pulou da F3 europeia para a F1, por exemplo) e chegou com apenas 18 anos na F1. E pelos erros cometidos nos treinos e na pré-temporada fica evidente que chegou prematuramente à categoria máxima do automobilismo mundial. Nada impede que ele se torne um grande piloto. Mas sua falta de experiência nesse ano de carros tão complexos e tão exigentes podem manchar sua imagem.
Nesse momento você pode estar se perguntando “Ah, mas e o Max Verstappen??? Ele chegou a F1 com 17 anos e tá tocando o terror”. Verstappinho não é regra, é exceção. É um fora de série e não pode ser levado como referência.
Lance Stroll fórmula 1
Lance Stroll logo após se chocar contra o muro no terceiro treino livre (Foto: Reprodução)

Começo de muitas mudanças
Transmissões e entrevistas ao vivo nas redes sociais antes das corridas, pista liberada para a torcida acompanhar a cerimônia de pódio, ações com foco no público jovem durante o fim de semana de GP… A Liberty Media, aos poucos, vai dando uma nova cara para a Fórmula 1. Bernie Ecclestone fez muito pela categoria, uma verdadeira revolução nas últimas décadas. Mas de um tempo para cá, seu método centralizador de administração fez a categoria ficar parada no tempo nos últimos anos. Precisava-se de outra revolução. E é o que parece que está começando a acontecer com cabeças frescas pensando a categoria. Vale lembrar que trata-se ainda da primeira corrida desta nova fase, e ainda com um regulamento desenvolvido na “era” anterior. Vamos ver o que futuro aguarda para a F1.