terça-feira, 7 de março de 2017

Radar da Seleção: Firmino e Paulinho são os destaques do final de semana

fizemos um resumo de como foi o desempenho dos convocados por Tite. Alisson amarga reserva, enquanto novidade Ederson vai bem no Benfica


Na semana passada, ainda naquele clima de carnaval, o técnico Tite divulgou a lista dos 23 convocados para os jogos da seleção brasileira pelas eliminatórias. E o GloboEsporte.com faz um breve resumo de como foi o final de semana dessa turma que defenderá a Amarelinha contra Uruguai e Paraguai, nos dias 23 e 28 de março, em Montevidéu e São Paulo, respectivamente.
Da lista do Seu Adenor, Roberto Firmino e Paulinho foram os grandes destaques. O primeiro fez um gol e deu uma assistência na vitória do Liverpool sobre o Arsenal. Já o ex-corintiano fez os dois gols do triunfo do Guangzhou Evergrande sobre o Beijing Guoan, time de outro convocado (e também ex-jogador do Timão): Renato Augusto.
Confira abaixo mais sobre a performance dos 23 eleitos por Tite: 
GOLEIROS 

Alisson (Roma)
Como de costume ficou na reserva e do banco viu seu time perder por 2 a 1 para o Napoli pelo Campeonato Italiano. No rodízio do time da capital, o ex-colorado só atua em copas.
Weverton (Atlético-PR)
Não participou da derrota de 1 a 0 para o Foz do Iguaçu. Foi poupado para estreia do Furacão na Libertadores nesta semana.
Ederson (Benfica)
Foi um dos destaques da vitória miúda do Benfica por 1 a 0 sobre o Feirense. E como todo bom goleiro, teve sorte. No segundo tempo, defendeu com os pés - e no susto - uma cabeçada que tinha endereço certo.   
Ederson defende com os pés jogada durante Benfica x Feirense (Foto: Reprodução / O JOGO)Ederson defende com os pés jogada durante Benfica x Feirense (Foto: Reprodução / O JOGO)

ZAGUEIROS
 
Marquinhos (PSG)
Não participou da vitória sobre o Nancy pois foi poupado para o jogo contra o Barcelona pela Liga dos Campeões na próxima quarta.
Thiago Silva (PSG)Firme como de costume, ainda arriscou subidas ao ataque na vitória de 1 a 0 sobre o Nancy devido à retranca do adversário.
Thiago Silva em ação pelo PSG diante do Nancy (Foto: AFP)Thiago Silva em ação pelo PSG diante do Nancy (Foto: AFP)




















Miranda (Inter de Milão) 
Atuação segura na goleada fora de casa sobre o Cagliari (5 a 1). Não teve culpa no gol de honra dos rivais.   
Gil (Shandong Luneng)Titular na vitória de 2 a 0 sobnre o Tianjin na abertura do Chinesão. Levou cartão amarelo no segundo tempo.   
LATERAIS

Fagner (Corinthians)
Sob os olhares de Tite, que acompanhou in loco a vitória de 1 a 0 sobre o Santos, o lateral teve uma atuação mediana. Recebeu nota 5,5 da reportagem do GloboEsporte.com que estava na Arena Corinthians.
Daniel Alves (Juventus)
Foi um dos poucos que se salvou no tropeço diante do Udinese (1 a 1). Acertou 90% dos passes que tentou e foi o jogador que mais fez desarmes no duelo (4).
Daniel Alves em ação pelo Juventus diante do Udinese (Foto: EFE)Daniel Alves em ação pelo Juventus diante do Udinese (Foto: EFE)
























Marcelo (Real Madrid)
Ficou no banco de reservas pois foi poupado para o jogo contra Napoli pela Champions.
Filipe Luis (Atlético de Madrid)
Ótimo desempenho na tranquila vitória de 3 a 0 sobre o Valencia. Não deu espaços atrás e ainda deu o passe para o segundo gol. 
MEIAS

Casemiro (Real Madrid)
Desempenho apenas regular na goleada de 4 a 1 sobre o Eibar. Roubou três bolas e acertou 67% dos passes.
Fernandinho (Manchester City)
Acertou 92% dos passes que tentou na tranquila vitória de 2 a 0 sobre o Sunderland. 
Paulinho (Guangzhou Evergrande)
Foi o cara na abertura do Campeonato Chinês. Fez os dois gols da vitória de 2 a 1 sobre o Beijing de Renato Augusto.     
Paulinho, Guangzhou Evergrande x Beijing Guoan (Foto: STR / AFP)Paulinho celebra gol pelo Guangzhou Evergrande (Foto: STR / AFP)






















Giuliano (Zenit)Atuação discreta no empate de 0 a 0 diante do CSKA Moscou fora de casa. Atuou os 90 minutos.
Renato Augusto (Beijing Guoan)
Atuou os 90 minutos na derrota de 2 a 1 para o Evergrande. Carimbou uma bola na trave no primeiro tempo.
Diego (Flamengo)Teve uma atuação apenas regular na decisão da Taça Guanabara diante do Fluminense. Recebeu nota 5,5 da reportagem que estava no estádio.
Philippe Coutinho (Liverpool) 
Foi o jogador que mais chutou (6) na vitória de 3 a 1 sobre o Arsenal. Foi substituído aos 35 do segundo tempo. 
Willian (Chelsea)Começou no banco de reservas no dérbi londrino contra o West Ham e entrou aos 30 do segundo tempo no lugar de Hazard. Não vem sendo titular no time de Antonio Conte.
ATACANTES
 
Neymar (Barcelona)
Numa temporada em que dá mais assistências do que faz gols, Neymar voltou a dar uma de artilheiro no massacre de 5 a 0 sobre o Celta: fez um golaço de cobertura. Foi substituído no segundo tempo para ser poupado. 
Douglas Costa (Bayern de Munique)
Saiu aos cinco do segundo tempo da vitória sobre o Colônia sentindo dores na perna esquerda. Mas, depois, nas redes sociais, disse que estava tudo bem. Na partida, participou da jogada do primeiro gol.

Roberto Firmino (Liverpool)
Brilhou no clássico diante do Arsenal. Abriu o placar e ainda deu uma assistência no triunfo de 3 a 1.
Diego Souza (Sport)
Sob os olhares de Matheus Bacchi, auxiliar e filho de Tite, Diego Souza até que teve uma boa atuação no primeiro tempo do clássico contra o Náutico. Mas no segundo, quando jogou mais recuado, caiu de produção e viu seu time perder o jogo por 2 a 1.
Roberto Firmino, Liverpool x Arsenal (Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)Roberto Firmino em ação no clássioc Liverpool x Arsenal (Foto: Laurence Griffiths/Getty Images)

Muito além do visual: por afirmação, Chape de Mancini estreia na Liberta

Agora barbudo, treinador passa a limpo início de reconstrução do clube que mede forças com o Zulia, nesta terça, em primeiro capítulo internacional de sua nova história


Assumir a barba marcada por fios brancos depois de 50 anos de cara limpa foi a mais fácil das decisões de Vagner Mancini em 2017. Por mais que a discrição seja uma característica evidente, reinventar o próprio visual não foi nada perto do desafio assumido há exatos 60 dias. Imagine reinventar a Chapecoense? Logo a Chape, queridinha do Brasil. Trabalho que teve início em 6 de janeiro justamente de olho nesta terça-feira, o dia da estreia na Taça Libertadores da América, diante do Zulia, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, pelo Grupo 7.

Depositar a pressão do sucesso do trabalho no confronto com os venezuelanos é um exagero evidente. Por outro lado, é inegável quão emblemática é esta partida. A Libertadores é o elo entre o time atual e o vitimado em 29 de novembro. Esses jogadores só estão aqui pelo que aqueles fizeram. E Mancini não tem dúvidas ao apontar que, na cidade que fica a praticamente 1.000km de Medellín, a nova Chape tem a oportunidade de consolidar sua nova história:
Vagner Mancini técnico da Chapecoense Libertadores (Foto: Cahê Mota)De "cara nova", Vagner Mancini comandará o primeiro duelo do time catarinense no torneio continental (Foto: Cahê Mota)


 - Vamos ter que voltar a esse tema (acidente), mas com maturidade, sabendo muito bem o que falamos... Temos um grupo novo de trabalho, que quer construir sua história. É importante delimitar o que já passou e aquilo que vai ser vivido. Vamos escrever a nossa própria história (...) Quero uma Chape que o adversário olhe e sinta frio na espinha de jogar contra. (Um time) chato, que marque forte, tenha velocidade e saiba da importância da posse de bola.

Em 20 minutos de conversa no hotel onde a delegação está hospedada em Maracaibo, o agora barbudo treinador passou a limpo os dois primeiros meses de trabalho, apontou pontos positivos, admitiu fraquezas e traçou metas realistas para temporada. A preocupação em construir uma Chapecoense que olhe para frente segura de suas convicções é nítida. Uma Chape que se estabeleça, mesmo reinventada. Bem diferente da nova barba, como o próprio já avisou:

- A qualquer momento, pode sair (risos).

Confira todo bate-papo com Vagner Mancini:

Como a Chape entra nessa Libertadores, como azarão ou em igualdade de condições?

- Em igualdade. Sei que há o campeão argentino de um lado, o campeão uruguaio do outro, o Zulia que é um pouco desconhecido, como era a Chape anos atrás. Mas temos a possibilidade de fazer grandes jogos pelo que vejo da minha equipe e do futebol. Quando se é competitivo, é possível jogar contra os maiores do mundo, desde que se tenha a concentração necessária para neutralizar o adversário e surpreender. Isso está aberto para qualquer equipe.

De tudo que você imaginou há dois meses, a Chape estreia acima, abaixo ou dentro do esperado?

- Sinceramente, esperava que chegasse nesse nível de jogo. Lógico que não é o ideal para estrear em uma Libertadores. Ainda temos pouco tempo para imprimir um ritmo de jogo bom, mas, acima de tudo, evoluímos muito do início do ano até agora. Isso me faz acreditar que podemos fazer um bom campeonato. Vejo estrear fora como melhor do que em casa nesse sentido. A cobrança por resultado ia nos atrapalhar e podemos montar uma boa estratégia para o jogo diante do Zulia.

É possível pontuar o que andou mais rápido ou mais lento nesse processo?

- A parte técnica, o atleta rapidamente consegue voltar. A parte tática demora um pouco mais pelos aspectos individuais que se convergem em um coletivo. É um time que ainda oscila muito dentro dos jogos, o que é algo que será corrigido com o tempo. O que foi determinante para evolução rápida foi a amizade. Temos um grupo de jogadores descontraído, mas, ao mesmo tempo, focados dentro do jogo. É um amadurecimento de grupo. Não é só descontração, nem só tensão. Isso é um grupo maduro.
Vagner Mancini técnico da Chapecoense Libertadores (Foto: Cahê Mota)Mancini que Chape com posse de bola e velocidade na estreia (Foto: Cahê Mota)



A Chape buscou reforços no mercado para Libertadores e não conseguiu. Até que ponto, são peças que farão falta?

- São dois pontos. Faltam peças realmente, e essa não é uma visão só nossa. Vamos buscar sempre melhorias técnicas. Mas, por outro lado, não é simplesmente sair no mercado e ir buscar o jogador. É importante analisar o que o atleta vai te dar dentro e fora de campo. Chapecó é uma cidade menor, é importante que o atleta se socialize. O perfil conta muito. Diante de todo esse filtro, temos que achar o cara ideal para vir e melhorar. Não é fácil. Esbarramos em questões financeiras ou no atleta ter outras opções. No futebol, você sempre está buscando alguma coisa.

E como é a Chape que o Vágner projeta para o ano? Qual o estilo de jogo?
- Um bom time de futebol tem que ter posse de bola, velocidade, ser vertical, mas também tem que saber dosar. É preciso se adaptar e fazer uma boa leitura dos adversários. No Catarinense, muitas vezes pegamos rivais muito fechados. Na Libertadores e em outros campeonatos, vamos encarar adversários que serão até mais ofensivos do que nós. No início (do ano), acentuamos muito o jogo em Rossi e Niltinho. Quando não se tem um padrão tático definido, há uma tendência de usar a individualidade. Hoje, já sabemos que temos que fazer a bola girar. Temos laterais que apoiam bem e, se verticalizar muito, perdemos essa subida, o homem surpresa da chegada na área. É a evolução que tem acontecido gradativamente. Quero uma Chape que o adversário olhe e sinta frio na espinha de jogar contra. Chato, que marque forte, tenha velocidade e saiba da importância da posse de bola.

Como lidar com toda pressão natural por resultados, mas também a necessidade de paciência pela reconstrução?

- Falamos bastante entre nós. Jogar tudo na mesa também é um treino, vivenciar aquilo que quem olha de fora talvez não consiga enxergar, além de não ter que usar desculpas. O mais importante é ter a convicção do que está sendo feito. Seja no momento difícil ou na alegria, estamos convictos de que o time pode melhorar. Isso gera uma confiança grande. Quando se tem um grupo seguro do que quer, disposto a viver aquilo, aprendemos muito. O equilíbrio emocional está muito definido dentro do vestiário. Fazemos dinâmica de grupo, tocamos em alguns assuntos, pedimos que os atletas falem, e isso faz com que todos tenham a mesma visão.

Tudo isso passa por deixar o acidente no passado, mas aí você chega na Venezuela e volta tudo...

- É normal. Estamos em um outro país, onde as perguntas ainda não foram feitas. Respondi muita coisa sobre o acidente que já foi superada no Brasil. Mas é normal e hoje já estamos mais aptos a falar sobre isso. Acaba passando um parâmetro importante para nossa conduta. Vamos ter que voltar a esse tema, mas com maturidade, sabendo muito bem o que falamos. Temos um grupo novo de trabalho, que quer construir sua história. É importante delimitar o que já passou e aquilo que vai ser vivido. Vamos escrever a nossa própria história.

Em tudo na vida, a cobrança vem em cima da expectativa. Então, o que a Chape busca em 2017? Até que ponto há obrigação de vencer e até que ponto o que vier é lucro?

- Não podemos falar nada além da realidade. É uma Libertadores que o clube sonhou por muito tempo. Passar a fase de grupos seria muito importante, geraria uma satisfação enorme diante de todas as dificuldades já encontradas. No Estadual, ficamos em segundo no turno e vimos que dá para brigar em igualdade de condições. Na Recopa, já estamos em uma final e tudo pode acontecer. Na Copa do Brasil, espero não disputar, o que significaria chegar longe na Libertadores. E o importante no Brasileiro é a manutenção na Série A. Não dá para cobrar nada além disso por ser o campeonato mais difícil. São 38 jogos, 19 adversários de alto nível. Então, é importante manter para realmente continuarmos essa construção, tanto financeiramente quanto no aspecto de conceitos.

Por fim, queria que você explicasse esse estilo novo, essa barba...

- (Risos) Estou deixando. Quis dar um descanso para pele, que estava irritada. Fui deixando, fui vendo, gostei e achei que era hora de mudar o visual, mas a qualquer momento ela pode sair (risos). Até porque, em 50 anos nunca tinha deixado, mas é bom mudar uma hora ou outra. Você muda o visual e chama a atenção. Muita gente tem falado sobre isso, mas uma hora vai ter fim.

Zulia x Chapecoense

Data e local: 07/03/2017, em Maracaibo, Venezuela
Estádio: José "Pachencho" Romero
Competição: Taça Libertadores da América, Grupo 7
Provável escalação: Artur Moraes, João Pedro, Nathan, Grolli e Reinaldo; Moisés Ribeiro Moisés Gaúcho e Luiz Antonio; Niltinho, Túlio de Melo e Arthur Kayke
Arbitragem: Omar Ponce, auxiliado por Luis Veras e Juan Macias (todos do Equador)

Real? Campeões de 99 apontam semelhanças com Palmeiras de 2017

Jogadores que conquistaram a Libertadores pelo clube veem poder econômico parecido, elogiam estrutura atual e confiam no bicampeonato da América


Torcedores do Palmeiras mostram grande esperança na conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América neste ano e, diante do poderio financeiro propiciado por patrocinadores, chegam a chamar o time de "Real Madrid das Américas". E quem já levantou o troféu pelo clube, em 1999, dá aval para essa expectativa.
– O Palmeiras era o primo rico das Américas na década de 1990. Era diferenciado pelo poder econômico e pelas melhores práticas de gestão, com alto investimento em atletas capacitados e na melhor infraestrutura. Como acontece hoje. Tanto na nossa época quanto hoje, não se ganha jogo só com isso. Mas, estando entre os melhores, você fica mais perto da conquista – falou o ex-volante César Sampaio, capitão em 1999.

Sérgio Cesar Sampaio Palmeiras Libertadores 1999 (Foto: Agência Estado)César Sampaio, ao lado do goleiro Sérgio, levanta a taça da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras (Foto: Agência Estado)



















O atual campeão brasileiro não poupou dinheiro para trazer dois astros do vencedor da última Libertadores – Miguel Borja, eleito o melhor jogador das Américas em 2016, e Guerra, craque da Libertadores – e reforços conhecidos mundialmente, como Felipe Melo e Michel Bastos. Parecido com o que ocorreu em 1999.
Para a Libertadores daquele ano, o Palmeiras, que tinha conquistado a Copa do Brasil e a Copa Mercosul no ano anterior, já contava com nomes como Arce, Junior Baiano, Júnior, Zinho, Alex, Paulo Nunes e Oséas. Mas o técnico Luiz Felipe Scolari pediu à co-gestora Parmalat e trouxe o zagueiro Rivarola, seu homem de confiança no Grêmio, o meia Jackson, destaque do Brasileiro anterior pelo Sport, e promoveu a volta de dois ídolos bicampeões brasileiro e paulista em 1993 e 1994: o atacante Evair, que estava na Portuguesa, e César Sampaio, do Yokohama Flugels, do Japão.
– Eu tinha feito uma grande Copa do Mundo em 1998 e tinha propostas do La Coruña, da Espanha, do West Ham, da Inglaterra, e do Olympiacos, da Grécia. Mas a Parmalat igualou os valores que eu ganharia fora do país e voltei. Foi uma operação parecida com a feita com o Borja, que era cobiçado pelo futebol chinês, mas o caminhão de dinheiro do Borja está bem mais cheio – lembrou Sampaio.
É bem nítido que o Palmeiras também está montando um time para ganhar a Libertadores
Evair
– Era a mesma situação de hoje: o Palmeiras tinha estrutura, grupo, elenco. Na época, os valores eram bem menores, mas já é bem nítido que o Palmeiras também está montando um time para ganhar a Libertadores, reforçando a equipe que conquistou o Brasileiro com jogadores que já ganharam a Libertadores e estão acostumados a esses jogos – comparou o ex-atacante Evair.
Mas Mustafá Contursi, presidente do clube na época, não enxerga qualquer semelhança. Ele discorda até na comparação da relação que o Palmeiras tinha com a Parmalat, co-gestora do futebol profissional do clube entre 1992 e 2000, em relação à parceria atual de patrocínio com o grupo da Crefisa e da FAM, iniciada no começo de 2015.
Evair Palmeiras Paulistão 1993 (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Evair acha que o Palmeiras tem mais chances este ano (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
– Não tem a menor comparação. Eram épocas diferentes e a equipe de 1999 já vinha sendo quase que continuadamente montada há anos, enquanto, agora, fizeram muitas contratações. Na situação financeira, estávamos com uma co-gestão de muito tempo, já tinha uma filosofia de trabalho. E os parâmetros de investimentos eram outros – falou o ex-presidente.
Confiança
A diretoria atual está trabalhando sem se expor tanto. No ano passado, praticamente todos os jogadores falavam em título mundial nas entrevistas na pré-temporada e a equipe foi eliminada logo na fase de grupos da Libertadores.
Agora, o clube investiu mais alto e em nomes mais habituados à competição continental, mas lidando melhor com a pressão e a empolgação da torcida. Para quem foi campeão da Libertadores em 1999, porém, o segundo título da história do clube na competição é uma possibilidade bem real.
Chega um momento na vida do jogador em que o que vale são os desafios, ele quer estar entre os melhores
César Sampaio
– A oportunidade de ganhar a Libertadores é muito grande pelo que os outros times vêm mostrando e porque grandes rivais que se acostumaram a ganhá-la não estão disputando neste ano. É preciso saber aproveitar isso. É um torneio muito especial – opinou Evair.
– Eu acredito no Palmeiras campeão da Libertadores. Como aconteceu em 1999, a diretoria também se preocupou em ter pilares de sustentação, que é ter um goleiro, um zagueiro, um jogador de meio-campo e um atacante que sejam experientes e diferenciados. Chega um momento na vida do jogador em que o que vale são os desafios, ele quer estar entre os melhores, bater no Mike Tyson para ver se ele é tão forte mesmo. E o elenco tem o Fernando Prass, o Zé Roberto, o Edu Dracena e o Alecsandro para ajudarem a transformar a ansiedade do torcedor em energia para o elenco – indicou Sampaio.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Goiás e Walter alinham rescisão e aguardam apenas chancela do Porto

Reunião na Serrinha define acordo para saída do atacante, que deve ser devolvido ao clube português. Jogador deu cotovelada em goleiro durante treino e estava suspenso



Walter - atacante do Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues / Goiás E.C.)Walter está fora do Goiás por ter agredido colega em treino (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)
O atacante Walter está mesmo de saída do Goiás. Após reunião na Serrinha, sede do clube, a diretoria e os representantes do jogador alinharam no início da noite desta segunda-feira uma rescisão de contrato amigável. Segundo nota emitida pela assessoria de imprensa do Alviverde, houve um acordo para que o camisa 18 deixe o elenco esmeraldino. Contudo, as partes ainda aguardam nesta terça a chancela do Porto, de Portugal, dono da maior fatia dos direitos econômicos do atleta.
A cotovelada de Walter no goleiro Matheus em treinamento realizado no dia 24 de fevereiro foi o estopim para o Goiás abrir mão do jogador, até então considerado ídolo. Foi cogitada a hipótese de demissão por justa causa, mas a reunião apontou para uma segunda opção, que foi a rescisão em comum acordo. Além da alta cúpula esmeraldina e de agentes do atacante, também estiveram presentes membros do departamento jurídico do Alviverde, que vêm se debruçando sobre o caso desde o carnaval.
Suspenso de todas as atividades e proibido até mesmo de entrar no clube desde o dia 25 de fevereiro, Walter não participou da reunião.  Nesse período, o atleta visitou amigos e familiares em Recife, retornou a Goiânia na última semana e atualmente está em Porto Alegre.
Veja a curta nota emitida pelo Goiás:
O Goiás Esporte Clube e representantes do atleta Walter chegaram a um acordo para que o jogador deixe o clube. Contudo, o caminho final para a definição depende da anuência do Porto, clube que tem o maior percentual dos direitos econômicos, o que deve acontecer nesta terça.
Entenda o caso
Acima do peso, ele já não vinha conseguindo justificar o investimento feito pelo Goiás, que contratou o atacante em agosto do ano passado assumindo o empréstimo do Atlético-PR, ex-clube de Walter, junto ao Porto, que detém os direitos econômicos do jogador. Na contratação já havia acordo para que o empréstimo com o Alviverde fosse ampliado até o fim de 2017, o que aconteceu.
Walter estava relacionado para o jogo contra o Rio Verde, válido pela sétima rodada do Goianão, e chegou a embarcar com a delegação. Pouco antes da viagem, no fim do último treinamento de preparação, ele agrediu, segundo o gestor de futebol Harlei Menezes, o goleiro Matheus com uma cotovelada. O arqueiro passou a noite no hospital, recebeu alta, e ficou em observação.
Ainda de acordo com Harlei, o atacante agrediu o colega de forma intencional e não se mostrou arrependido. Em Salvador, onde passou o carnaval, o presidente do Goiás, Sérgio Rassi, tomou conhecimento da agressão e pediu para que Walter fosse cortado imediatamente.
O curto e triste retorno de Walter ao Goiás
Maior ídolo recente do Verdão, Walter desembarcou em Goiânia nos braços da torcida em agosto do ano passado. A missão do jogador era ajudar o time esmeraldino a melhorar a campanha e evitar um trágico rebaixamento para a Série C do Campeonato Brasileiro. O atacante chegou ao clube em melhor forma do que em sua primeira passagem, entre os anos de 2012 e 2013. Mesmo ganhando peso até o fim da temporada, ele se destacou nas dez partidas que disputou marcando três gols e dando assistências importantes.
Walter, atacante do Goias (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)Walter retornou com grande prestígio no ano passado (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

















Com o elenco reformulado, Walter era a grande esperança de um ano melhor para o Goiás. Tanto que mesmo fora de forma ele foi escalado para dar a primeira entrevista coletiva de 2017, quando afirmou estar 8 kg acima do peso. Apesar de fazer trabalho à parte junto à comissão técnica, ele não conseguiu se apresentar bem no início da temporada. Foram apenas seis jogos, sendo cinco como reserva e um como titular – nenhum gol marcado.
O presidente Sérgio Rassi revelou que Walter está com 106 kg e que até buscou tratamento externo com um médico especialista em obesidade. Aos poucos, o carisma e o prestígio de Walter junto ao torcedor foram substituídos por desconfiança e insatisfação com as atuações do atacante. No dia 20 de fevereiro, Walter entrou no decorrer da derrota para a Aparecidense, não atuou bem e chegou a ser vaiado na no estádio da Serrinha. Depois da partida, ele disse que até poderia deixar o clube se estivesse “atrapalhando”.
Walter voltou ao Goiás com a marca de 81 jogos e 45 gols pelo time esmeraldino nos anos de 2012 e 2013. A segunda passagem é encerrada com números mais modestos: 16 partidas e três gols.
Walter - atacante do Goiás (Foto: Rosiron Rodrigues / Goiás E.C.)Walter deixa o Goiás com apenas seis jogos disputados em 2017 e nenhum gol (Foto: Rosiron Rodrigues/Goiás E.C.)

Sem entrar em acordo com Furacão, Inter desiste da contratação de Cirino

Inscrito pelo Flamengo para disputar a Liberta, atacante se reapresenta na quarta



Marcelo Cirino Flamengo (Foto: Gilvan de Souza / Divulgação Flamengo)Marcelo Cirino foi inscrito pelo Flamengo na Libertadores (Foto: Gilvan de Souza / Flamengo)
Enfim, a novela Marcelo Cirino terminou. Mas com final infeliz para o Inter. Depois de o Flamengo inscrever o atacante na Libertadores com a camisa 29, na tarde desta segunda-feira, a direção colorada confirmou a desistência na contratação do jogador, justamente no momento que o clube gaúcho se mostrava mais "esperançoso" para um desfecho positivo. Cirino se reapresenta ao grupo na quarta-feira.
O imbróglio que envolvia a negociação com Atlético-PR, Flamengo e o grupo de investidores Doyyen se arrastava desde dezembro. Entre avanços e retrocessos, os dirigentes colorados adentraram o fim de semana motivados com novos desdobramentos a seu favor. Em entrevista após o Gre-Nal de sábado, o vice de futebol Roberto Melo disse estar "mais esperançoso".
Porém, mais uma reviravolta encerrou as tratativas, e Marcelo deve seguir no Flamengo, mesmo liberado pelos cariocas para negociar sua saída. Ele está em Maringá, no interior do Paraná, onde celebrou o nascimento da filha Flavia ao lado da mulher, Isadora.
O último entrave na negociação ocorreu entre Inter e Atlético-PR. Mas envolvia outro jogador. Além de comprar 25% dos direitos de Cirino, o Colorado cederia por empréstimo o volante Eduardo Henrique ao Furacão. Os paranaenses desejavam um contrato de dois anos, mas os gaúchos pretendiam apenas um. O negócio acabou desfeito.
Cirino seria contratado por empréstimo por dois anos. A direção colorada ainda exigia que o atacante chegasse ao Beira-Rio já com o valor fixado pelos 50% dos direitos do Furacão. Tal desejo incomodou os paranaenses, e as conversas se complicaram. Na Gávea, também havia irritação com a demora na negociação e constantes reviravoltas do caso. 
Antes de Cirino, o Inter contratou Roberson, Carlos e William Pottker para o ataque. Este último, um dos artilheiros do último Brasileirão com 14 gols – junto a Fred, do Atlético-MG, e Diego Souza, do Sport –, só se apresentará após o término da participação da Ponte Preta no Paulistão.

Equipe de Hunt revela que lutador não quebrou a tíbia em luta com Overeem

Neozelandês tinha ido às redes sociais para revelar que tinha fraturado osso da perna direita, mas membros de sua equipe revelaram que isso não chegou a acontecer



Perna Mark Hunt UFC 209 (Foto: Getty Images)Perna direita de Mark Hunt sangrou após chute em Overeem (Foto: Getty Images)
Logo depois de ser nocauteado por Alistair Overeem no UFC 209, no último sábado, o neozelandês Mark Hunt foi às redes sociais, direto de hospital em Las Vegas, e afirmou que estava tudo bem, “apesar” de ter fraturado a tíbia da perna direita. Mas, de acordo com informações do site “MMA Fighting”, Hunt não chegou a fraturar o osso da perna. Segundo a publicação, membros da equipe do lutador disseram que, apesar da perna bastante machucada, não houve a fratura.
Hunt começou a luta com chutes baixos para minar a base de Overeem. Num deles, ainda no primeiro round, acertou o joelho do holandês e acabou sofrendo um corte na canela, que começou a sangrar. O neozelandês de 42 anos não desistiu da luta por isso, mesmo com o sangue que escorria, mas acabou nocauteado no terceiro e último round.
O “Super Samoano”, que não perdia desde maio de 2015, teve interrompida sua invencibilidade após três lutas. Desde o revés para Miocic, ele havia vencido Antônio Pezão e Frank Mir, além de uma luta sem resultado com Brock Lesnar. Agora soma 12 vitórias, 11 derrotas e uma luta sem resultado.

Apesar da reclamação, Botafogo fica com mais dinheiro do que Fla e Flu na final


fluminense campeãoO borderô da partida entre Flamengo e Fluminense mostra uma renda total de R$ 1.258.830,00, mas o melhor negócio do domingo foi para o Botafogo, que tem a concessão do Engenhão. O clube de General Severiano, apesar de todo o esforço para que a partida não fosse realizada no local e das reclamações de que o Maracanã teria condições de receber o confronto, abocanhou R$ 200.000,00 pelo aluguel do estádio, mais do que a quantia que os dois finalistas levaram para casa. Isso sem contar receitas de estacionamento e camarotes, 100% dos alvinegros, e bares - clube recebe uma porcentagem. 

O time das Laranjeiras, campeão, levou R$ 183.358,05. O Flamengo, que ainda teve uma penhora de R$ 27.503,71 e arcou com a despesa de antidoping de R$ 6.680,00, ficou com R$ 149.174,35. A Ferj, por sua vez, ficou com R$ 121.377,00.

Um número que chama atenção é de confecção, venda e pré-venda de ingressos: R$ 138.871,70, mais até do que a despesa operacional do estádio: R$ 124.750,00. Ainda houve cobrança de R$ 20.000,00 de taxa de iluminação. O total gasto com segurança privada foi de R$ 51.000,00.

Uruguaio dá a receita para segurar Neymar: "Dar umas boas patadas"

Alejandro Silva foi convocado para a partida contra o Brasil no próximo dia 23 de março, em Montevidéu. Ele, porém, elogia o atacante do Barcelona


Convocado por Óscar Tabárez, o zagueiro Alejandro Silva já está pensando nos compromissos pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018. O zagueiro do Lanús, da Argentina, fará parte da delegação que encara o Brasil no próximo dia 23 de março, em Montevidéu. Em entrevista publicada nesta segunda-feira no jornal uruguaio "Ovación", o defensor elogiou o brasileiro Neymar, mas disse que irá tomar medidas um tanto ríspidas para evitar que o atacante do Barcelona consiga ter liberdade.
- Eu vi Neymar jogar no sábado e está complicado. Vamos ter que dar umas boas patadas. É um dos melhores jogadores do mundo junto de Messi, Cristiano Ronaldo e Suárez.
Neymar gol Barcelona Celta (Foto: AP)Neymar gol Barcelona Celta (Foto: AP)


















Ausente da seleção desde a preparação para a Copa do Mundo do Brasil, Silva voltou a ser convocado na última semana para a Celeste. O comandante uruguaio ainda fará alguns cortes na lista de 24 atletas, mas a versatilidade pode ser um ponto a favor do jogador de 27 anos, que atua como zagueiro, lateral e volante. Sobre o duelo contra a Seleção, Silva 
- Eles vêm como favoritos, mas creio que o Uruguai está fazendo as coisas muito bem para enfrentar-los de igual para igual e buscar os três pontos. Vai ser uma partida travada, não vamos deixar eles jogarem e nós estamos bastante acostumados com esse tipo de duelo.
Em segundo lugar, o Uruguai tem 23 pontos em 12 partidas. A Celeste está quatro pontos atrás do Brasil, que lidera.
Tabárez convocou a seleção uruguaia nesta sexta (Foto: Reprodução/Twitter)Silva (primeiro da direita para esquerda) está na lista contra o Brasil (Foto: Reprodução/Twitter)