Mostrando postagens com marcador Copa Libertadores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Copa Libertadores. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de março de 2017

Muito além do visual: por afirmação, Chape de Mancini estreia na Liberta

Agora barbudo, treinador passa a limpo início de reconstrução do clube que mede forças com o Zulia, nesta terça, em primeiro capítulo internacional de sua nova história


Assumir a barba marcada por fios brancos depois de 50 anos de cara limpa foi a mais fácil das decisões de Vagner Mancini em 2017. Por mais que a discrição seja uma característica evidente, reinventar o próprio visual não foi nada perto do desafio assumido há exatos 60 dias. Imagine reinventar a Chapecoense? Logo a Chape, queridinha do Brasil. Trabalho que teve início em 6 de janeiro justamente de olho nesta terça-feira, o dia da estreia na Taça Libertadores da América, diante do Zulia, às 21h30 (de Brasília), no Estádio Pachencho Romero, em Maracaibo, pelo Grupo 7.

Depositar a pressão do sucesso do trabalho no confronto com os venezuelanos é um exagero evidente. Por outro lado, é inegável quão emblemática é esta partida. A Libertadores é o elo entre o time atual e o vitimado em 29 de novembro. Esses jogadores só estão aqui pelo que aqueles fizeram. E Mancini não tem dúvidas ao apontar que, na cidade que fica a praticamente 1.000km de Medellín, a nova Chape tem a oportunidade de consolidar sua nova história:
Vagner Mancini técnico da Chapecoense Libertadores (Foto: Cahê Mota)De "cara nova", Vagner Mancini comandará o primeiro duelo do time catarinense no torneio continental (Foto: Cahê Mota)


 - Vamos ter que voltar a esse tema (acidente), mas com maturidade, sabendo muito bem o que falamos... Temos um grupo novo de trabalho, que quer construir sua história. É importante delimitar o que já passou e aquilo que vai ser vivido. Vamos escrever a nossa própria história (...) Quero uma Chape que o adversário olhe e sinta frio na espinha de jogar contra. (Um time) chato, que marque forte, tenha velocidade e saiba da importância da posse de bola.

Em 20 minutos de conversa no hotel onde a delegação está hospedada em Maracaibo, o agora barbudo treinador passou a limpo os dois primeiros meses de trabalho, apontou pontos positivos, admitiu fraquezas e traçou metas realistas para temporada. A preocupação em construir uma Chapecoense que olhe para frente segura de suas convicções é nítida. Uma Chape que se estabeleça, mesmo reinventada. Bem diferente da nova barba, como o próprio já avisou:

- A qualquer momento, pode sair (risos).

Confira todo bate-papo com Vagner Mancini:

Como a Chape entra nessa Libertadores, como azarão ou em igualdade de condições?

- Em igualdade. Sei que há o campeão argentino de um lado, o campeão uruguaio do outro, o Zulia que é um pouco desconhecido, como era a Chape anos atrás. Mas temos a possibilidade de fazer grandes jogos pelo que vejo da minha equipe e do futebol. Quando se é competitivo, é possível jogar contra os maiores do mundo, desde que se tenha a concentração necessária para neutralizar o adversário e surpreender. Isso está aberto para qualquer equipe.

De tudo que você imaginou há dois meses, a Chape estreia acima, abaixo ou dentro do esperado?

- Sinceramente, esperava que chegasse nesse nível de jogo. Lógico que não é o ideal para estrear em uma Libertadores. Ainda temos pouco tempo para imprimir um ritmo de jogo bom, mas, acima de tudo, evoluímos muito do início do ano até agora. Isso me faz acreditar que podemos fazer um bom campeonato. Vejo estrear fora como melhor do que em casa nesse sentido. A cobrança por resultado ia nos atrapalhar e podemos montar uma boa estratégia para o jogo diante do Zulia.

É possível pontuar o que andou mais rápido ou mais lento nesse processo?

- A parte técnica, o atleta rapidamente consegue voltar. A parte tática demora um pouco mais pelos aspectos individuais que se convergem em um coletivo. É um time que ainda oscila muito dentro dos jogos, o que é algo que será corrigido com o tempo. O que foi determinante para evolução rápida foi a amizade. Temos um grupo de jogadores descontraído, mas, ao mesmo tempo, focados dentro do jogo. É um amadurecimento de grupo. Não é só descontração, nem só tensão. Isso é um grupo maduro.
Vagner Mancini técnico da Chapecoense Libertadores (Foto: Cahê Mota)Mancini que Chape com posse de bola e velocidade na estreia (Foto: Cahê Mota)



A Chape buscou reforços no mercado para Libertadores e não conseguiu. Até que ponto, são peças que farão falta?

- São dois pontos. Faltam peças realmente, e essa não é uma visão só nossa. Vamos buscar sempre melhorias técnicas. Mas, por outro lado, não é simplesmente sair no mercado e ir buscar o jogador. É importante analisar o que o atleta vai te dar dentro e fora de campo. Chapecó é uma cidade menor, é importante que o atleta se socialize. O perfil conta muito. Diante de todo esse filtro, temos que achar o cara ideal para vir e melhorar. Não é fácil. Esbarramos em questões financeiras ou no atleta ter outras opções. No futebol, você sempre está buscando alguma coisa.

E como é a Chape que o Vágner projeta para o ano? Qual o estilo de jogo?
- Um bom time de futebol tem que ter posse de bola, velocidade, ser vertical, mas também tem que saber dosar. É preciso se adaptar e fazer uma boa leitura dos adversários. No Catarinense, muitas vezes pegamos rivais muito fechados. Na Libertadores e em outros campeonatos, vamos encarar adversários que serão até mais ofensivos do que nós. No início (do ano), acentuamos muito o jogo em Rossi e Niltinho. Quando não se tem um padrão tático definido, há uma tendência de usar a individualidade. Hoje, já sabemos que temos que fazer a bola girar. Temos laterais que apoiam bem e, se verticalizar muito, perdemos essa subida, o homem surpresa da chegada na área. É a evolução que tem acontecido gradativamente. Quero uma Chape que o adversário olhe e sinta frio na espinha de jogar contra. Chato, que marque forte, tenha velocidade e saiba da importância da posse de bola.

Como lidar com toda pressão natural por resultados, mas também a necessidade de paciência pela reconstrução?

- Falamos bastante entre nós. Jogar tudo na mesa também é um treino, vivenciar aquilo que quem olha de fora talvez não consiga enxergar, além de não ter que usar desculpas. O mais importante é ter a convicção do que está sendo feito. Seja no momento difícil ou na alegria, estamos convictos de que o time pode melhorar. Isso gera uma confiança grande. Quando se tem um grupo seguro do que quer, disposto a viver aquilo, aprendemos muito. O equilíbrio emocional está muito definido dentro do vestiário. Fazemos dinâmica de grupo, tocamos em alguns assuntos, pedimos que os atletas falem, e isso faz com que todos tenham a mesma visão.

Tudo isso passa por deixar o acidente no passado, mas aí você chega na Venezuela e volta tudo...

- É normal. Estamos em um outro país, onde as perguntas ainda não foram feitas. Respondi muita coisa sobre o acidente que já foi superada no Brasil. Mas é normal e hoje já estamos mais aptos a falar sobre isso. Acaba passando um parâmetro importante para nossa conduta. Vamos ter que voltar a esse tema, mas com maturidade, sabendo muito bem o que falamos. Temos um grupo novo de trabalho, que quer construir sua história. É importante delimitar o que já passou e aquilo que vai ser vivido. Vamos escrever a nossa própria história.

Em tudo na vida, a cobrança vem em cima da expectativa. Então, o que a Chape busca em 2017? Até que ponto há obrigação de vencer e até que ponto o que vier é lucro?

- Não podemos falar nada além da realidade. É uma Libertadores que o clube sonhou por muito tempo. Passar a fase de grupos seria muito importante, geraria uma satisfação enorme diante de todas as dificuldades já encontradas. No Estadual, ficamos em segundo no turno e vimos que dá para brigar em igualdade de condições. Na Recopa, já estamos em uma final e tudo pode acontecer. Na Copa do Brasil, espero não disputar, o que significaria chegar longe na Libertadores. E o importante no Brasileiro é a manutenção na Série A. Não dá para cobrar nada além disso por ser o campeonato mais difícil. São 38 jogos, 19 adversários de alto nível. Então, é importante manter para realmente continuarmos essa construção, tanto financeiramente quanto no aspecto de conceitos.

Por fim, queria que você explicasse esse estilo novo, essa barba...

- (Risos) Estou deixando. Quis dar um descanso para pele, que estava irritada. Fui deixando, fui vendo, gostei e achei que era hora de mudar o visual, mas a qualquer momento ela pode sair (risos). Até porque, em 50 anos nunca tinha deixado, mas é bom mudar uma hora ou outra. Você muda o visual e chama a atenção. Muita gente tem falado sobre isso, mas uma hora vai ter fim.

Zulia x Chapecoense

Data e local: 07/03/2017, em Maracaibo, Venezuela
Estádio: José "Pachencho" Romero
Competição: Taça Libertadores da América, Grupo 7
Provável escalação: Artur Moraes, João Pedro, Nathan, Grolli e Reinaldo; Moisés Ribeiro Moisés Gaúcho e Luiz Antonio; Niltinho, Túlio de Melo e Arthur Kayke
Arbitragem: Omar Ponce, auxiliado por Luis Veras e Juan Macias (todos do Equador)

Real? Campeões de 99 apontam semelhanças com Palmeiras de 2017

Jogadores que conquistaram a Libertadores pelo clube veem poder econômico parecido, elogiam estrutura atual e confiam no bicampeonato da América


Torcedores do Palmeiras mostram grande esperança na conquista do bicampeonato da Taça Libertadores da América neste ano e, diante do poderio financeiro propiciado por patrocinadores, chegam a chamar o time de "Real Madrid das Américas". E quem já levantou o troféu pelo clube, em 1999, dá aval para essa expectativa.
– O Palmeiras era o primo rico das Américas na década de 1990. Era diferenciado pelo poder econômico e pelas melhores práticas de gestão, com alto investimento em atletas capacitados e na melhor infraestrutura. Como acontece hoje. Tanto na nossa época quanto hoje, não se ganha jogo só com isso. Mas, estando entre os melhores, você fica mais perto da conquista – falou o ex-volante César Sampaio, capitão em 1999.

Sérgio Cesar Sampaio Palmeiras Libertadores 1999 (Foto: Agência Estado)César Sampaio, ao lado do goleiro Sérgio, levanta a taça da Libertadores de 1999 pelo Palmeiras (Foto: Agência Estado)



















O atual campeão brasileiro não poupou dinheiro para trazer dois astros do vencedor da última Libertadores – Miguel Borja, eleito o melhor jogador das Américas em 2016, e Guerra, craque da Libertadores – e reforços conhecidos mundialmente, como Felipe Melo e Michel Bastos. Parecido com o que ocorreu em 1999.
Para a Libertadores daquele ano, o Palmeiras, que tinha conquistado a Copa do Brasil e a Copa Mercosul no ano anterior, já contava com nomes como Arce, Junior Baiano, Júnior, Zinho, Alex, Paulo Nunes e Oséas. Mas o técnico Luiz Felipe Scolari pediu à co-gestora Parmalat e trouxe o zagueiro Rivarola, seu homem de confiança no Grêmio, o meia Jackson, destaque do Brasileiro anterior pelo Sport, e promoveu a volta de dois ídolos bicampeões brasileiro e paulista em 1993 e 1994: o atacante Evair, que estava na Portuguesa, e César Sampaio, do Yokohama Flugels, do Japão.
– Eu tinha feito uma grande Copa do Mundo em 1998 e tinha propostas do La Coruña, da Espanha, do West Ham, da Inglaterra, e do Olympiacos, da Grécia. Mas a Parmalat igualou os valores que eu ganharia fora do país e voltei. Foi uma operação parecida com a feita com o Borja, que era cobiçado pelo futebol chinês, mas o caminhão de dinheiro do Borja está bem mais cheio – lembrou Sampaio.
É bem nítido que o Palmeiras também está montando um time para ganhar a Libertadores
Evair
– Era a mesma situação de hoje: o Palmeiras tinha estrutura, grupo, elenco. Na época, os valores eram bem menores, mas já é bem nítido que o Palmeiras também está montando um time para ganhar a Libertadores, reforçando a equipe que conquistou o Brasileiro com jogadores que já ganharam a Libertadores e estão acostumados a esses jogos – comparou o ex-atacante Evair.
Mas Mustafá Contursi, presidente do clube na época, não enxerga qualquer semelhança. Ele discorda até na comparação da relação que o Palmeiras tinha com a Parmalat, co-gestora do futebol profissional do clube entre 1992 e 2000, em relação à parceria atual de patrocínio com o grupo da Crefisa e da FAM, iniciada no começo de 2015.
Evair Palmeiras Paulistão 1993 (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Evair acha que o Palmeiras tem mais chances este ano (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
– Não tem a menor comparação. Eram épocas diferentes e a equipe de 1999 já vinha sendo quase que continuadamente montada há anos, enquanto, agora, fizeram muitas contratações. Na situação financeira, estávamos com uma co-gestão de muito tempo, já tinha uma filosofia de trabalho. E os parâmetros de investimentos eram outros – falou o ex-presidente.
Confiança
A diretoria atual está trabalhando sem se expor tanto. No ano passado, praticamente todos os jogadores falavam em título mundial nas entrevistas na pré-temporada e a equipe foi eliminada logo na fase de grupos da Libertadores.
Agora, o clube investiu mais alto e em nomes mais habituados à competição continental, mas lidando melhor com a pressão e a empolgação da torcida. Para quem foi campeão da Libertadores em 1999, porém, o segundo título da história do clube na competição é uma possibilidade bem real.
Chega um momento na vida do jogador em que o que vale são os desafios, ele quer estar entre os melhores
César Sampaio
– A oportunidade de ganhar a Libertadores é muito grande pelo que os outros times vêm mostrando e porque grandes rivais que se acostumaram a ganhá-la não estão disputando neste ano. É preciso saber aproveitar isso. É um torneio muito especial – opinou Evair.
– Eu acredito no Palmeiras campeão da Libertadores. Como aconteceu em 1999, a diretoria também se preocupou em ter pilares de sustentação, que é ter um goleiro, um zagueiro, um jogador de meio-campo e um atacante que sejam experientes e diferenciados. Chega um momento na vida do jogador em que o que vale são os desafios, ele quer estar entre os melhores, bater no Mike Tyson para ver se ele é tão forte mesmo. E o elenco tem o Fernando Prass, o Zé Roberto, o Edu Dracena e o Alecsandro para ajudarem a transformar a ansiedade do torcedor em energia para o elenco – indicou Sampaio.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Botafogo registra dois dos quatro maiores públicos do ano; veja ranking

Torcida do Glorioso comparece em grande número contra Colo-Colo e Olimpia, pela Taça Libertadores. São Paulo x Ponte Preta detém o recorde da temporada 2017


Botafogo x Olimpia Mosaico Nilton Santos Pré-Libertadores (Foto: Felippe Costa)Contra o Olimpia, botafoguenses recepcionaram o time com um mosaico em 3D (Foto: Felippe Costa)
O Botafogo venceu o Olimpia, na quarta-feira, e garantiu vantagem para a decisão da vaga na fase de grupos da Taça Libertadores. Mais uma vez o Glorioso contou com o apoio em grande número de seu torcedor, que fez uma linda festa com direito a mosaico em 3D para recepcionar o time, assim como na partida contra o Colo-Colo, também pela competição sul-americana. 
A partida contra o time paraguaio registrou o quarto maior público pagante no Brasil neste ano, com 28.601 ingressos vendidos. Veja o público nos estádios do país em 2017 envolvendo os 60 clubes das Séries A, B e C do Brasileirão
Há 16 dias, 34.424 torcedores pagaram ingresso para assistir ao triunfo do Alvinegro por 2 a 1 sobre o Colo-Colo, o terceiro maior público no país na temporada. Os dois jogos do Botafogo pela Libertadores só ficam atrás de São Paulo 5 x 2 Ponte Preta, pelo Paulistão, recorde de público em 2017, e Cruzeiro 1 x 0 Atlético-MG, pela Primeira Liga. O clássico mineiro teve a presença de 39.811 pagantes no Mineirão e figura em segundo no Top 5. O Re-Pa ocupa a quinta posição com 27.933 pagantes, no 2 a 1 dos azulinos pelo Campeonato Paraense.
Confira os cinco maiores públicos pagantes em 2017:

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

De olho na fase de grupos, Atlético-PR pega o Capiatá por moral e calendário

Atlético-PR enfrenta o Deportivo Capiatá às 21h45 desta quarta-feira pelo jogo de ida. "Sai bastante fortalecido não só para Libertadores, mas para a temporada", diz Autuori



Atlético-PR Libertadores 2017 Millonarios Arena da Baixada (Foto: PR PRESS)Atlético-PR enfrenta o Deportivo Capiatá às 21h45 desta quarta-feira, na Arena da Baixada (Foto: PR PRESS)
O Atlético-PR inicia a disputa com o Deportivo Capiatá-PAR por uma vaga no Grupo 4 da Libertadores. O jogo de ida está marcado para 21h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira, na Arena da Baixada. A volta será na quarta-feira da semana que vem, em Capiatá. Quem passar entrará em uma chave que já conta com Flamengo, San Lorenzo-ARG e Universidad do Chile. Após já ter superado o Millonarios-COL, o comandante rubro-negro confia, que se passar também pela equipe paraguaia, o Atlético-PR chegará forte na fase de grupos:
- Se passarmos por estas duas fases, já passamos a primeira e esperamos passar a segunda, vamos entrar muito fortes na fase de grupos, né? Os nossos adversários sabem disso, não tenha dúvida nenhuma, mas isso não garante absolutamente nada, apenas nos dá mais tranquilidade. Não teremos dúvidas porque saímos de duas eliminatórias certamente complicadas, como a primeira, já ultrapassada, e a segunda. Acho que... Acho que mesmo essas equipes com toda a qualidade que têm, talvez não nos ofereçam tantos problemas e tantas dificuldades quanto o Millonarios. E, se o Atlético ultrapassar essas fases, dificilmente vai se deparar com uma equipe assim, abusada, ousada e com qualidade, como o Millonarios. Acho que a gente sai bastante fortalecido não só em relação à Libertadores, mas em relação àquilo que podemos fazer para a temporada, em competições difíceis como a Libertadores e o Brasileiro - afirmou o treinador.

Quem passar de Atlético-PR x Dep. Capiatá entrará em uma chave que já conta com Flamengo, San Lorenzo-ARG e Universidad do Chile 
O provável Atlético-PR conta com Weverton; Jonathan, Thiago Heleno (Wanderson), Paulo André e Sidcley; Otávio, Lucho González e Carlos Alberto (Felipe Gedoz); Nikão, Pablo e Grafite.

Já o Capiatá deve ter Medina; Jorge Rodríguez, Ramón Ortigoza e Néstor González; Noguera Dominguez, Ledesma, Alexis Belotto e Dionísio Pérez; Mendieta; Irrazábal e Gamarra.
A fase de grupos este ano vai de março até maio e a Libertadores termina apenas no dia 29 de novembro. Portanto, além de ganhar confiança, eliminar o Deportivo Capiatá vai garantir um calendário recheado de grandes jogos ao Atlético-PR para a sequência da competição:
- A garantia deste calendário internacional até a metade do ano, sem dúvida nenhuma, aumenta o número de jogos, a importância deles, que correm em paralelo com a decisão estadual. E, sem dúvida nenhuma, dá mais motivação e ânimo para que a gente consiga fazer um bom trabalho e avançar nas duas competições. Fora isso, como o Paulo disse, além de fortalecer a equipe e dar mais oportunidades para os jogadores, a gente tende a crescer e tende a se aprimorar durante o ano para avançar e chegar cada vez mais forte - comentou Paulo André.
O jogo entre Atlético-PR e Deportivo Capiatá está marcado para 21h45 de quarta-feira.
Atlético-PR x Deportivo Capiatá (terceira fase da Libertadores)
Local: Arena da Baixada, em Curitiba
Data e horário: quarta-feira, às 21h45
Arbitragem: Daniel Fedorczuk (URU), com Mauricio Espinosa (URU) e Richard Trinidad (URU)

Alô, fase de grupos! Cinco razões para Botafogo acreditar na vitória contra Olimpia

Jogadores com moral, time praticamente completo, apoio da torcida, retrospecto com gringos no Niltão e paraguaios penando em mata-mata com brasileiros dão confiança


Round 2! Depois de despachar o Colo-Colo, do Chile, o Botafogo inicia nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Estádio Nilton Santos, mais uma luta para chegar à fase de grupos da Taça Libertadores da América. O próximo obstáculo tem o nome de Olimpia e vem do Paraguai. Por mais que o desafio seja árduo, contra um adversário de tradição no torneio – já disputou sete finais e ganhou três –, que o time de Jair Ventura tenha sido vazado em todos os jogos oficiais em 2017 e que terá uma mudança de última hora no gol, os torcedores podem ficar otimistas. 
O GloboEsporte.com apresenta cinco motivos para acreditar na vitória do Alvinegro esta noite:
01
TIME COM MORAL
Colo-Colo Botafogo Libertadores Rodrigo Pimpão (Foto: Reuters)Está difícil? Chama o Pimpão! Atacante virou herói contra o Colo-Colo no Chile e está cheio de moral (Foto: Reuters)






















O time não está bem no Campeonato Carioca? E daí, indagam os torcedores? O foco é e sempre foi a Libertadores, onde o Botafogo mostrou sua força e calou os críticos eliminando a copeira equipe do Colo-Colo dentro de um caldeirão chamado Monumental, lá no Chile. O placar agregado de 3 a 2 encheu os jogadores de moral para enfrentar agora nada menos do que o "Rey de Copas" e sua tradição como tricampeão continental. Que o diga Pimpão, herói em Santiago e mais motivado do que nunca para os próximos desafios.
02
FORÇA QUASE MÁXIMA
Camilo em treino do Botafogo (Foto: Satiro Sodré / SSPress)Camilo se recuperou da dor na coxa direita e vai para o segundo jogo ao lado de Montillo (Foto: Satiro Sodré / SSPress)






















Jair Ventura pode não estar com 100% à disposição, mas tem força quase máxima. Exceto por Luis Ricardo, Jefferson e Gustavo Bochecha, que estão se recuperando de graves lesões, a única baixa será o goleiro Gatito Fernández. Helton Leite o substitui. Fora isso, o time estará completo em relação ao que vinha atuando. Sem mais dores na coxa, Camilo volta, e Montillo, que também tinha um problema no adutor, está confirmado para o duelo. O xerife Carli também retorna, mas ficará como opção no banco de reservas pelo longo tempo de inatividade.
03
TORCIDA
mosaico, torcida, Botafogo, Estádio Nilton Santos (Foto: Divulgação / Botafogo)Torcida do Botafogo deu show com mosaico contra o Colo-Colo e quer bis diante do Olimpia (Foto: Divulgação / Botafogo)






















A fórmula já deu certo na estreia da Pré-Libertadores, e 38.357 torcedores empurraram o time na vitória por 2 a 1 sobre o Colo-Colo. A expectativa é de casa cheia novamente: a carga total é de 44.500, e cerca de 27 mil foram vendidos antecipadamente, sendo que dois setores foram esgotados na última terça-feira: Norte e Leste inferior. Há ainda a promessa de mais um show com mosaico 3D, como aconteceu contra os chilenos: 21 mil peças foram usadas para formar a mensagem "Lutem por nós", enquanto subia a imagem de um cachorro uniformizado, um dos símbolos do clube, em meio a fumaças no chão, proporcionando um efeito tridimensional.
04
FATOR NILTON SANTOS
Engenhão, Estádio Nilton Santos (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)Aqui, não! Alvinegro tem bom desempenho contra estrangeiros no Nilton Santos (Foto: Vitor Silva/SSPress/Botafogo)






















E para animar, números na mesa. O Botafogo tem ótimo retrospecto contra equipes estrangeiras no Nilton Santos. Este será apenas o segundo jogo no estádio inaugurado em 2007 pela Libertadores, mas o palco já recebeu ao todo nove confrontos com gringos, e o Alvinegro leva vantagem: são cinco vitórias (1 a 0 River Plate-ARG pela Sul-Americana de 2007; 4 a 0 Viking-NOR em amistoso em 2008; 3 a 1 América de Cali-COL pela Sul-Americana de 2008; 2 a 0 Emelec-EQU pela Sul-Americana de 2009 e 2 a 1 Colo-Colo-CHI pela Libertadores de 2017), dois empates (2 a 2 Estudiantes-ARG pela Sul-Americana de 2008 e 1 a 1 Santa Fé-COL pela Sul-Americana de 2011) e duas derrotas (1 a 3 Cerro Porteño-PAR pela Sul-Americana de 2009 e 0 a 1 Shandong Luneng-CHI em amistoso em 2015). 
05
RETROSPECTO RIVAL
Guilherme, Atlético-MG x Olimpia (Foto: Reuters)Olimpia perdeu quatro mata-matas com brasileiros na Libertadores, inclusive a final de 2013 no Mineirão (Foto: Reuters)






















E por falar em retrospecto, as estatísticas também mostram que o Olimpia tem dificuldades quando encontra algum brasileiro em duelos mata-mata pela Libertadores: em oito duelos, a equipe foi eliminada em quatro (para o São Paulo na semifinal de 1994; para o Grêmio nas oitavas de final em 1995 e 2003 e para o Atlético-MG na final em 2013), e em outras quatro saiu ganhadora (contra o Internacional na semifinal de 1989; contra o Grêmio na semifinal de 2002; contra o São Caetano na final de 2002 e contra o Fluminense nas quartas de final de 2013). Botafogo pode ser a próxima pedra no sapato dos paraguaios.
campinho, Botafogo x Olimpia (Foto: Arte Esporte)Provável escalação contra o Olimpia tem Helton Leite no gol e segunda vez da dupla Camilo & Montillo (Foto: Arte Esporte)




















BOTAFOGO X OLIMPIA
Local e horário: quarta-feira, às 21h45, no Estádio Nilton Santos (Rio de Janeiro)
Time provável: Helton Leite, Jonas, Marcelo, Emerson Silva e Victor Luis; Airton, Bruno Silva, Camilo e Montillo; Pimpão e Roger
Desfalques: Luis Ricardo, Jefferson, Bochecha e Gatito Fernández (departamento médico)
Pendurados: Jonas
Arbitragem: o trio de arbitragem é equatoriano, formado pelo juiz Roddy Zambrano e seus assistentes Juan Macias e Luis Vera.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Autuori elogia experiência e liderança de Carlos Alberto contra o Millonarios

Meia é escolhido como titular na decisão da Libertadores e participa dos 90 minutos de jogo: "Jogador com muita liderança e qualidade", completa o treinador atleticano



Carlos Alberto Atlético-PR (Foto: Reprodução/RPC)Carlos Alberto fez a primeira partida como titular do Atlético-PR (Foto: Reprodução/RPC)
Escalado pela primeira vez como titular do Atlético-PR, o meia Carlos Alberto aproveitou a chance para mostrar serviço ao técnico Paulo Autuori. O experiente jogador começou a partida contra o Millonarios e recebeu muitos elogios do técnico Autuori, que destacou sua liderança e experiência para ajudar o Furacão a conquistar a vaga à terceira fase, após vitória nos pênaltis, por 4 a 2. 
- É um jogador com muita liderança, qualidade e era importante para a gente ter um jogador assim, com capacidade para reter a bola e causar problemas para a marcação rival. Esses foram os motivos, porque pensei nele para a partida. O Nikão não pode suportar tudo, e o Carlos Alberto, sim. Trabalhou muito com a sua experiência e foi muito importante para a equipe como um todo, para o lado coletivo. E de uma maneira muito clara na hora das penalidades, com categoria para chutar a bola - disse o treinador em entrevista coletiva.
Carlos Alberto, que estreou oficialmente pelo Atlético-PR no primeiro jogo contra o Millos, na Arena da Baixada, novamente chamou o jogo para si em Bogotá. Ele foi responsável por ditar o ritmo na criação da equipe no estádio El Campín e teve dois arremates a gol, entre eles, uma bomba no primeiro minuto do segundo tempo. O meia ficou os 90 minutos em campo e foi um dos batedores dos quatro pênaltis.
Carlos Alberto disputa a Libertadores pela quinta vez na carreira. O jogador já defendeu Corinthians, São Paulo, Grêmio e Vasco da Gama nas edições de 2006, 2008, 2011 e 2012. Depois da classificação, o meia ressaltou as dificuldades de jogar na altitude do Bogotá, que está 2.640 metros acima do nível do mar.
 É um jogador com muita liderança, qualidade e era importante para a gente ter um jogador assim, com capacidade para reter a bola e causar problemas para a marcação rival
Paulo Autuori sobre Carlos Alberto, meia do Atlético-PR
- Libertadores é assim, ainda mais jogando na altitude. Nunca é fácil, por mais que a ciência está avançada, a gente sabe que dentro do campo tem dificuldades. A gente resistiu bem, por isso tem que ser muito valorizada essa classificação. Mesmo nos pênaltis tem a questão da confiança, da coragem e da experiência de ter tranquilidade - disse.
Com Carlos Alberto, o Atlético-PR retorna a Curitiba na noite desta quinta-feira e agora espera o resultado de Universitario-PER x Deportivo Capiatá-PAR. No jogo de ida, vitória dos peruanos por 3 a 1 fora de casa. A volta está marcada para 22h15 de quinta-feira, no Coloso de Ate, em Lima, no Peru. Os jogos da terceira fase estão marcados para os dias 15 (na Arena da Baixada) e 22 de fevereiro (fora de casa).
Pelo Campeonato Paranaense, o Furacão volta a campo diante do Prudentópolis, às 17h (horário de Brasília) de domingo, no estádio Newton Agibert.
Atlético-PR Millonarios Carlos Alberto (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)Com a camisa 19, meia Carlos Alberto converteu uma das cobranças do Furacão (Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo)